Os mosquitos estão surgindo mais cedo do que o habitual este ano, gerando preocupações sobre um grande surto durante o verão.
Especialistas alertam que o clima quente de maio e as chuvas leves e frequentes criaram condições ideais de reprodução em áreas residenciais.
Moradores relatam que já foram picados e sentem que a temporada começou antes do esperado.
Alguns afirmam que a coceira persiste por dias, enquanto outros notam a presença constante dos insetos ao frequentar parques com roupas leves.
Fatores de risco e locais de reprodução
A principal causa é o clima. As temperaturas elevadas aceleraram o surgimento dos mosquitos, enquanto a falta de chuvas fortes permitiu que poças de água estagnada permanecessem tempo suficiente para o desenvolvimento das larvas.
Como muitas não foram levadas pela água, a população de mosquitos pode aumentar drasticamente nas próximas semanas.
Um operador de controle de pragas que inspecionou uma residência encontrou larvas em água parada. Segundo ele, até a água acumulada em uma tampa de garrafa plástica pode se tornar um criadouro.
As fêmeas podem depositar de 50 a 300 ovos por vez, e o ciclo até a fase adulta leva cerca de 10 dias.
O risco não se limita a casas térreas. Varandas de apartamentos e saídas de drenagem também são focos se a água parar de fluir.
Mosquitos que se reproduzem em andares baixos podem subir e repetir o ciclo em níveis superiores, sendo encontrados até no 10º ou 15º andar de um edifício.
Especialistas recomendam:
- Esvaziar a água parada a cada poucos dias.
- Cobrir ralos ou aberturas onde a água se acumula.
- Utilizar telas de proteção em locais onde a remoção da água é difícil.
Vale ressaltar que, como os mosquitos se deslocam de 50 a 100 metros lateralmente, medidas tomadas em uma única casa não impedem totalmente o seu aparecimento.
Segundo a Earth Corporation, conhecida pelos produtos repelentes “Earth No Mat”, apenas as fêmeas picam, pois precisam de proteína para colocar ovos.
Ao picar, elas injetam saliva para evitar que a pessoa sinta dor, e a reação alérgica resultante causa a coceira. O tempo de vida de um mosquito é de cerca de um mês, período no qual a fêmea suga sangue repetidamente.
Pessoas com maior temperatura corporal, que suam mais ou usam roupas escuras são alvos preferenciais. Crianças, gestantes, pessoas que consumiram álcool ou que usam tecidos com aromas florais também atraem mais os insetos.
Especialistas alertam contra mitos comuns:
- Marcar a picada com as unhas em formato de cruz: Não cura a coceira. O alívio é temporário porque a dor mascara a sensação de coceira no cérebro.
- Contrair o músculo para prender o mosquito: Não funciona, pois a agulha do mosquito é fina e curta demais para atingir o músculo.
Pesquisadores afirmam que a melhor abordagem é adotar medidas práticas para evitar picadas e reduzir os criadouros próximos.
Fonte: NOJ



