A taxa de aprovação do gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi caiu para 55,8%, o nível mais baixo desde que assumiu o cargo em outubro de 2025.
Os dados, divulgados no domingo (21) por uma agência de notícias japonesa, refletem a incerteza econômica no país diante dos reflexos do conflito no Oriente Médio.
Em uma pesquisa telefônica realizada no fim de semana, após o acordo de paz preliminar entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, a população se mostrou cautelosa quanto à atuação militar. Sobre o envio das Forças de Autodefesa (FAJ) para garantir a passagem segura de navios comerciais, os resultados foram:
- 54,7% afirmam que não há necessidade de envio das forças.
- 36,6% acreditam que o envio é necessário.
Embora as operações de desminagem sejam vistas como essenciais para restaurar o tráfego marítimo após os ataques dos EUA e Israel ao Irã, as atividades das FAJ no exterior são limitadas pela Constituição pacifista do Japão.
Desafios econômicos e pressão política
A aprovação do gabinete de Sanae Takaichi recuou 5,5 pontos percentuais em relação a maio.
A preocupação com o fornecimento de nafta, matéria-prima para plásticos, atingiu 70,6% dos entrevistados no mês passado.
Entre os apoiadores do governo, a confiança na primeira-ministra caiu de 20,6 para 17,4 por cento, enquanto a expectativa por políticas econômicas recuou de 17,2 para 13,6 por cento. A taxa de desaprovação subiu 1,1 ponto, chegando a 27,9 por cento.
Sobre o custo de vida, a maioria dos entrevistados (43,9%) apoia a redução do imposto de consumo sobre alimentos e bebidas de 8 por cento para 1 por cento, caso a medida seja implementada rapidamente. Outros 22,6% preferem a redução para zero, conforme prometido pelo Partido Liberal Democrático (PLD) e pelo Partido da Inovação do Japão (Japan Innovation Party) durante a campanha eleitoral de fevereiro.
Na Dieta, Takaichi tem sido questionada pela oposição sobre alegações de que seu grupo teria criado e disseminado vídeos para difamar rivais durante a disputa pela liderança do LDP em 2025. Embora negue envolvimento, 49,7% dos eleitores não se sentem satisfeitos com as explicações da primeira-ministra.
A pesquisa também abordou a sucessão imperial. Sobre a possibilidade de permitir que descendentes masculinos de 11 ramos colaterais retornem à família imperial, 44% aprovam e 45,4% se opõem. Contudo, 72,3% apoiam que mulheres mantenham o status imperial após o casamento com plebeus.
Fonte: ST



