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‘Zona em branco’ revela falhas capazes de provocar terremotos de magnitude 7 no Japão

As falhas possuem mais de 25 e 35 quilômetros de extensão e serão submetidas a novas pesquisas para determinar o histórico e a frequência de movimentos.

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Uma zona antes considerada em branco no mar de Seto revelou falhas ativas. Especialistas do AIST planejam investigar a frequência de movimentos dessas estruturas
Uma zona antes considerada em branco no mar de Seto revelou falhas ativas. Especialistas do AIST planejam investigar a frequência de movimentos dessas estruturas (ilustrativa/banco de imagens)

Uma equipe do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada do Japão (AIST) identificou duas falhas geológicas ativas no fundo do mar de Seto.

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Segundo os pesquisadores, cada uma delas pode ter capacidade para provocar um terremoto de magnitude 7 ou superior.

As falhas foram encontradas em Hiuchinada, na região central do mar de Seto, entre as províncias de Ehime e Kagawa. A área era considerada uma “zona em branco” nas pesquisas, pois ainda não havia sido estudada detalhadamente em toda a sua extensão.

O levantamento mostrou que a falha localizada na parte leste de Hiuchinada, próxima a Kagawa, possui pelo menos 25 quilômetros de extensão.

Já a falha situada na área oeste, mais próxima de Ehime, teria mais de 35 quilômetros. De acordo com a equipe, o movimento de cada estrutura poderia gerar um terremoto de grande intensidade.

Área não aparecia nas avaliações nacionais

Havia registros desde o início dos anos 2000 sobre a possível existência de falhas ativas na região. No entanto, as pesquisas anteriores eram limitadas e essas estruturas não apareciam nas avaliações de longo prazo elaboradas pelo governo japonês.

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Entre outubro e novembro de 2025, os pesquisadores examinaram toda a área usando ondas sonoras para mapear o relevo e as camadas geológicas abaixo do fundo do mar.

O AIST pretende realizar, durante o ano fiscal de 2026, perfurações nas áreas das falhas para investigar quando ocorreram terremotos no passado e com que frequência elas se movimentaram.

Esses dados poderão ser usados futuramente para calcular a probabilidade de novos terremotos e aprimorar os planos de prevenção de desastres nas regiões costeiras.

Até o momento, não foi divulgada uma estimativa sobre quando essas falhas poderão voltar a se mover.

Fontes: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada do Japão (AIST), Sankei

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