13 mortes nos centros de detenção da imigração, incluindo brasileiro

“Tratados como coisas”, critica severamente um advogado de um dos detidos no centro de detenção da imigração.

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Das 13 mortes quase a metade foi por suicídio, incluindo a do brasileiro (Flickr)

Depois da morte de um homem indiano no Centro de Controle de Imigração do Leste do Japão, em Ushiku (Ibaraki), na faixa dos 30 anos, um dia depois de saber que não seria libertado temporariamente, a questão dos direitos humanos veio à tona na sociedade.

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O indiano cometeu suicídio em 13 de abril, depois de saber que seu pedido de liberação temporária foi negado. Ele desejava obter o visto de refugiado.

Em relação ao centro de detenção, em 22 de abril, mais uma violação aos direitos humanos contra um dos presos foi denunciada. De acordo com a Kyodo News, um preso da Turquia, 29 anos, passou por uma cirurgia de apendicite. Foi preso pelo Departamento de Imigração de Tóquio, em junho de 2017. Mesmo reclamando da dor na área, somente depois de 1 mês foi levado para exame no hospital.

Como representante de uma família que perdeu um ente em uma dessas prisões, o advogado Koichi Kodama diz “na imigração o detento é tratado como coisa”, condenando veemente a instituição.

13 mortes incluindo 1 brasileiro

O Centro de Imigração do Leste do Japão, onde o homem indiano morreu, é uma instalação para os detentos de longo prazo. Atualmente cerca de 330 estrangeiros estão acomodados.

O Centro de Controle de Imigração Omura, na cidade homônima (Nagasaki) tem cerca de 80 pessoas. Quando o detento é de curto prazo, é acomodado em um dos vários espalhados pelo arquipélago.

O site Bengoshi.com recebeu como resposta do Departamento de Imigração ligado ao Ministério da Justiça que foram 13 mortes desde 2007 nos centros de detenção.

  • 2007: homem de Ghana, 50, pneumonia
  • 2008: indiano, 20, suicídio
  • 2009: chinês, 30, suicídio
  • 2010: brasileiro, 20, e sul-coreano, 40, ambos, suicídio; filipina, 50, morte desconhecida, e outra filipina, 50, problema cardíaco
  • 2013: homem de Mianmar, 50, aneurisma
  • 2014: iraniano, 30, encefalopatia; homem de Camarões, 40, morte por doença e homem de Sri Lanka, 40, infarto
  • 2017: homem vietnamita, 40, aneurisma
  • 2018: indiano, 50, 30, suicídio

Sentimento de desesperança

Os centros de detenção reúnem pessoas que se recusam a voltar para os seus países. O advogado de Kodama diz:  “o tratamento é assim porque os funcionários dessas instituições têm a mentalidade de que são pessoas que não deveriam ter vindo. Mas, se o país vai deportar ou não, antes de mais nada são seres humanos”.

Sobre a causa do suicídio do indiano, o advogado de Kodama analisa “não consegue se convencer do motivo de ter sido apanhado, levando a um sentimento de desesperança”.

O advogado prossegue “as pessoas presas por casos de crime sabem que a detenção é inevitável, a menos que a acusação seja falsa. Mas, aquelas que escapam de perseguições em seu país de origem e conseguem chegar aqui, não compreendem por que têm que ser presas no Japão”, referindo-se aos refugiados.

Fonte: Bengoshi.com
Foto: Flickr

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Confirmado para 2020: Ghibli Park em Aichi

Publicado em 25 de abril de 2018, em Sociedade

O novo parque temático cheio de sonhos e fantasia vai se tornar realidade em 2020, confirmou o governador.

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Aichi terá novo parque temático com cenários de Totoro (Studio Ghibli)

O governador da província de Aichi, Hideaki Omura, anunciou na terça-feira (24) a definição do design do parque temático Ghibli e também confirmou que a obra deverá ser entregue em meados de 2020.

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O projeto está sendo desenvolvido em conjunto. O Studio Ghibli e o governo da província já tinham definido o local. Será em Nagakute, na área do Aichi Expo Memorial Park.

O parque receberá cenários dos famosos filmes animados de Hayao Miyazaki como Castelo Animado (Howl) e Meu Amigo Totoro. Assim, ficou definido o design do parque temático.

Logo na entrada, próximo ao portão principal, o cenário será do Castelo Animado. Assim, os visitantes já entrarão no clima do mundo de Hayao Miyazaki logo que botarem os pés no parque.

A área verde do atual parque tem cerca de 200 hectares, cheia de árvores e outras plantas. O visitante poderá encontrar surpresas e se encantar com o mundo Ghibli.

Na época da Expo 2005 a casa de Satsuki e Mei fizeram grande sucesso, por isso, a província vinha se empenhando em obter parceria com o estúdio. Finalmente, em novembro do ano passado fechou contrato para prosseguir com as obras em 4 anos.

“Quero construir um parque cheio de sonhos e fantasia”, declarou o governador.

Fontes e fotos: CBC e Asahi

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