Demanda por serviços de limpeza pós-morte no Japão aumenta em meio à pandemia

O número de solicitações recebidas por uma companhia aumentou de 813 em 2019 para 1.175 em 2020, quando a Covid começou a se espalhar no Japão.

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Ilustrativa (banco de imagens)

Um aumento na demanda por serviços de companhias que lidam com os pertences de pessoas que morreram ao invés de seus familiares se transformaram em destaque no problema de mortes solitárias em meio à pandemia de Covid-19.

A situação foi atribuída em parte à falta de oportunidades para idosos e pessoas que vivem sozinhas se comunicarem com seus familiares e voluntários de serviços de bem-estar, dentre outros.

Oito pessoas com roupas de proteção olham itens importantes como cadernetas bancárias em um apartamento no distrito de Nishinari, cidade de Osaka, enquanto colocam revistas e roupas em sacos e os carregam para um caminhão junto com armários e cestas.

O antigo residente era um homem na faixa dos 60 anos que morava sozinho. Um funcionário da prefeitura percebeu que algo estava errado durante uma tentativa de visitar o homem em junho, o qual estava recebendo ajuda pública financeira.

O funcionário alertou a polícia, a qual encontrou o corpo do homem sobre um futon. A polícia acredita que ele estava morto há cerca de 2 meses.

Uma urna contendo as cinzas de seu irmão mais velho foi encontrada dentro de uma sacola de papel no chão.

A dona do apartamento entrou em contato com os parentes do homem, mas eles não iriam aceitar a responsabilidade de separar seus pertences, então, a proprietária contratou os serviços de uma operadora em Osaka, chamada Kansai Clean Service, para fazer isso. O serviço custou à ela ¥400.000.

A companhia cobra de ¥100.000 a ¥800.000, dependendo da quantidade de trabalho envolvido.

O número de solicitações recebidas pela companhia aumentou de 813 em 2019 para 1.175 em 2020, quando o coronavírus começou a se espalhar no Japão. Desde agosto, os pedidos chegaram a 2.038 em 2021.

A porcentagem de casos que envolve limpeza especial porque o corpo já estava na residência há muito tempo quase que dobrou de 35% em 2019 para cerca de 70% em 2020 e 2021.

Não há definição legal de “morte solitária” e as estatísticas nacionais não são mantidas. Entretanto, o escritório de médicos legistas da província de Osaka mantém dados de forma independente sobre mortes que não foram descobertas por pelo menos 4 dias.

De acordo com o escritório, o número de tais mortes na cidade de Osaka aumentou em 12% comparado ao ano anterior para 1.314 em 2020, o maior número desde 2017 quando o rastreamento teve início.

“Tornou-se mais difícil para familiares e funcionários do bem-estar público verificarem as condições das pessoas regularmente, o que aumentou o risco de morte solitária”, disse Katsuhiko Fujimori, pesquisador sênior no Mizuho Research & Technologies.

“Algumas comunidades têm buscado outras maneiras de manter contato durante a pandemia de coronavírus, como enviar cartas com envelopes de retorno aos idosos ou usando serviços online. Órgãos do governo deveriam dar suporte a iniciativas como essas”.

Fonte: Yomiuri

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Turista morre por afogamento durante snorkeling em Okinawa

Publicado em 25 de outubro de 2021, em Sociedade

A vítima estava em um grupo para a prática do esporte, acompanhada por um guia. Foi retirada da água mas morreu no hospital.

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Praia em Ishigaki, onde aconteceu o afogamento (RBC)

Na tarde de domingo (24), uma turista que se queixou de má condição física durante a atividade com snorkel foi resgatada já inconsciente da costa de Fukai, da cidade e ilha de Ishigaki (Okinawa). A morte foi confirmada no hospital, para o qual foi socorrida. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, após as 16h, uma pessoa ligou pedindo socorro. A mulher que se afogou foi retirada da água pelo guia de snorkeling e por um outro homem.

Foi identificada como Naomi Takami, japonesa, assalariada, 50 anos, de Fukuoka. Ela estava em um grupo de 4 pessoas que se inscreveram para a atividade acompanhada de snorkeling.

Nessa área de Fukai ficam a famosa praia de Yonehara e também a caverna submarina. 

Fontes: Okinawa Times e RBC

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