Buscas sobre ‘como deletar o Twitter’ aumentaram 500% na última semana

Empresa de segurança revela que a busca pela frase aumentou desde a aquisição de Elon Musk.

A empresa de segurança analisou dados no Google Trends de 24 a 31 de outubro de 2022 (banco de imagens)

Dados de motores de busca da Google sugerem que usuários do Twitter estão realmente abandonando a plataforma em multidões agora que Elon Musk é o novo dono.

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Especialistas na empresa de segurança VPNOverview usaram o Google Trends para estabilizar aumentos de buscas na última semana desde a aquisição de US$44 bilhões de Musk.

Globalmente, buscas com a frase “como deletar o Twitter” aumentaram em 500% na última semana, de 24 a 31 de outubro, descobriu a empresa.

Buscas com a frase “boicotar o Twitter” também aumentaram 4.800% nos últimos 7 dias, de 26 de outubro a 2 de novembro.

Já se sabe que muitos usuários do Twitter estão perdendo seguidores devido ao desaparecimento de contas, provavelmente devido à exclusão.

Deletar uma conta no Twitter é na verdade um “processo simples e fácil” que pode ser concluído em alguns passos, diz a VPNOverview, embora alguns usuários que querem “se desvincular” do site não devam se sentir forçados a fazer isso.

Desde que se tornou o dono da plataforma, Musk, que também administra a Tesla e a SpaceX, não perdeu tempo em realizar grandes mudanças no Twitter, incluindo demitir principais executivos e dissolver o conselho de diretores.

Ele também confirmou que fará usuários do Twitter pagarem US$8 por mês para terem uma marca azul de verificado perto do nome em suas contas.

Muitos usuários do Twitter parecem estar seguindo para o rival menos conhecido chamado Mastodon, fundado há 6 anos pelo desenvolvedor de software alemão Eugen Rochko.

A Mastodon é uma plataforma livre que tem características de microblogging similares às dos Twitter.

De acordo com a Mastodon, ela ganhou mais de 70 mil novas inscrições na sexta-feira (28), um dia após Musk ter finalizado a aquisição do Twitter.

Fonte: Mail Online

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Policial de Okinawa é indiciado pela agressão ao jovem que ficou cego

Publicado em 3 de novembro de 2022, em Sociedade

A resposta da polícia com pedido de desculpas ‘foi tarde demais’ para a vítima e sua família, pois se passaram 9 meses. O jovem perdeu um olho e teve fratura.

Delegacia de Polícia de Okinawa (NHK)

Pouco depois da 1h de 27 de janeiro deste ano, um estudante colegial de 17 anos foi agredido por um policial quando estava trafegando de moto, em uma rua na cidade de Okinawa (província homônima). O policial, ao tentar pará-lo na rua, teria usado o cassetete, o qual acertou o olho direito. 

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O estudante caiu da moto mas conseguiu ligar para o 119 e foi transportado para o hospital, onde soube que perdeu a visão do olho direito por causa dessa agressão, além da fratura no rosto, do osso sob a bochecha. 

O caso repercutiu imediatamente entre os jovens de Okinawa, através das redes sociais, os quais foram para a Delegacia de Polícia de Okinawa na noite seguinte para manifestar contra essa agressão policial, exigindo um pronunciamento.

Nessa ocasião, cerca de 300 jovens enfurecidos jogaram ovos, fogos de artifício e coisas no pátio da delegacia, com cartazes e vozes pedindo justiça. Queriam que a polícia, como instituição, assumisse o que fez o policial e pedisse desculpas.

Pátio da Delegacia de Polícia de Okinawa cheio de coisas que os jovens jogaram durante a manifestação (Okinawa Times)

Policial é punido

Na quarta-feira (2) a Polícia da Província de Okinawa informou que o policial, na casa dos 30 anos, foi encaminhado para o Ministério Público, como suspeito de agressão e lesão corporal na qualidade de servidor público especial.  

Depois da denúncia dos familiares do jovem agredido, a polícia fez exames de DNA, incluindo do material colhido do cassetete usado pelo policial

Depois disso, o DNA do estudante do ensino médio foi detectado no bastão, e a polícia realizou uma inspeção no local usando uma moto à noite e ouviu opiniões de vários especialistas para prosseguir com a investigação.

Um membro da família do estudante disse ao jornal Okinawa Times: “Quero que a polícia da província leve a sério o fato de que a vítima foi caluniada e ferida como se fosse o perpetrador“.

O caso demorou para ser solucionado e a população de Okinawa continuava revoltada. Segundo a polícia, além do policial e da vítima, não foram encontradas testemunhas e no local não havia câmera de vigilância, por isso, a investigação demorou.

Desculpas tarde demais

 “Senti que o pedido de desculpas da polícia estava atrasado. Passava todos os dias me sentindo inquieto, imaginando se a polícia investigaria adequadamente o caso”, lembrou a vítima.

Jovens estudantes e familiares da vítima disseram para a imprensa que “as desculpas vieram tarde demais”. 

Segundo o advogado do estudante, na terça-feira (1.º) o delegado e outros policiais foram à casa da vítima, onde apresentaram o pedido de desculpas dizendo que “o uso do bastão foi de forma inadequada. Lamentamos por ter causado a lesão”.

Por outro lado, os familiares disseram: “Não houve explicação desde o início, e sinto que é tarde demais para se desculpar depois de 9 meses desde o incidente. Mesmo tendo recebido um pedido de desculpas, houve perda de um olho”.  

Polícia lastima o ato

Yasuhide Iki, chefe de assuntos policiais da sede da Polícia da Província de Okinawa, disse: “Lamento profundamente que um policial desta província tenha infligido um ferimento extremamente grave a um cidadão durante o exercício de suas funções. Gostaria de expressar minhas sinceras desculpas à vítima e seus familiares. Levamos este incidente muito a sério, e para evitar a recorrência, instruiremos e supervisionaremos minuciosamente nossa equipe e nos esforçaremos para restaurar a confiança dos cidadãos desta província”.

Assista ao vídeo da manifestação de revolta dos jovens de Okinawa, na noite depois do incidente.

Fontes: NHK, Okinawa Times e RBC

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