DJ Vietnamita é preso porque não podia fazer esse bico

Um trabalhador vietnamita, com visto de estagiário técnico, foi preso porque não podia fazer o bico de DJ.

Trabalhador vietnamita preso (MBS)

Na quinta-feira (3) o vietnamita ブイ・ティエン・ダット, 26, de Osaka, recebeu sua segunda ordem de prisão por ter violado a Lei de Controle da Imigração. 

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A prisão ocorreu depois que as polícias das províncias de Osaka e Okayama revisaram na noite de quarta-feira (2) o clube onde ele se apresentou como DJ em junho e julho deste ano, e teria recebido uma remuneração para isso.

Segundo a lei, os estagiários técnicos estrangeiros não podem ter uma segunda atividade. 

O vietnamita tem o status de residente como trabalhador qualificado especificado, portanto, além do seu trabalho em uma fábrica de metalurgia, não pode fazer bico.

Foi preso pela primeira vez em outubro porque se apresentou em clubes noturnos de Osaka, em Minami, além de outros locais do Japão, como em Okayama. Nessa ocasião teria dito que não recebia nada para essa atividade de DJ. 

Mas, após a segunda ordem de prisão, o vietnamita teria confessado que “viajei pelo país e ganhei dinheiro como DJ para construir conexões”. 

Essa é a realidade dos estagiários técnicos, bem diferente de outros estrangeiros que possuem outros tipos de visto, como no caso dos brasileiros, peruanos e outros, os quais têm liberdade para escolher suas atividades.

DJ vietnamita preso já tinha agenda para dezembro (MBS)

Fonte: MBS

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Oitava onda do coronavírus poderá infectar 8 milhões de pessoas no Japão

Publicado em 4 de novembro de 2022, em Sociedade

Com a chegada do inverno virá também a 8.ª onda de infecção do coronavírus, por isso, não se pode descuidar porque os números já começaram a subir.

Paciente com covid em estado grave (Wikimedia)

No final da sétima onda de infecção pelo coronavírus, há uma séria preocupação sobre a 8.ª onda, pois novas subvariantes da ômicron já foram detectadas e há sinais de novas epidemias no exterior.

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Há também a visão de que um número considerável de pessoas infectadas aparecerá na 8.ª onda, o que requer vigilância, segundo os especialistas. 

Na sétima onda, a qual começou em junho de 2022 e com pico em agosto, cerca de 12 milhões de pessoas foram infectadas no Japão. Embora o número de pessoas infectadas tenha caído em setembro, o declínio nem parou completamente e há indícios de ter começado a próxima.

Sétima onda, a qual nem terminou mas o gráfico mostra aumento na última semana, indicando o começo de uma possível 8.ª onda (News Digest)

O professor Atsuo Hamada, da Universidade de Medicina de Tóquio, aponta 3 possibilidades:

  1. Efeito brasa, onde as subvariantes ômicron estão aparentemente calmas mas se inflamam novamente  
  2. Epidemia de uma nova subvariante da ômicron. Atualmente, é concebível que uma subvariante, já infectando no exterior, entre no Japão e se expanda. Nesse caso, a 8.ª onda poderá ser bastante grande 
  3. No caso de surgimento de outra cepa mutante diferente da subvariante ômicron, que cause uma pandemia. Em dezembro de 2009, a ômicron surgiu repentinamente no sul da África e se espalhou pelo mundo. Acredita-se que essas novas cepas mutantes sejam altamente infecciosas

As subvariantes da ômicron chamada de BQ.1.1, conhecida como Kerberos, e a XBB, também chamada de Gryphon, já foram detectadas em Tóquio, e podem aumentar.  

Como evitar a infecção e o agravamento na 8.ª onda

De acordo com a NHK, sobre a 8.ª onda da epidemia, o professor Nishiura da Universidade de Quioto, especialista em modelagem de doenças infecciosas, “deverá infectar até 8 milhões de pessoas”. No entanto, aponta que é possível reduzir 30% com a vacinação adequada.  

Comprovante da 4.ª dose com a vacina da Pfizer contra a ômicron (PM)

O professor Atsuo Hamada também enfatiza a importância da vacinação. “Seja um ressurgimento de BA.5 ou uma nova epidemia derivada, todas são cepas da ômicron, portanto, se você receber a vacina adequada, oferecerá um certo efeito na prevenção da infecção e do agravamento da covid. Além disso, mesmo que outra cepa mutante se torne predominante, a vacina contra a ômicron fortalece a imunidade contra o coronavírus em geral”, explicou.

Por isso, se ainda não recebeu o reforço com a vacina contra a ômicron, como 3.ª, 4.ª ou 5.ª dose, vale a pena para evitar a infecção e, caso teste positivo, evitará o agravamento da covid. 

A dose de reforço da vacina contra o coronavírus e a ômicron está sendo oferecida pelas prefeituras, através do governo do Japão, gratuitamente. 

Relembrando, o intervalo entre as vacinas contra a ômicron é de 3 meses, e todas as pessoas com mais de 12 anos que completaram as 2 primeiras doses podem ser vacinadas, escolhendo entre Pfizer e Moderna.

Em preparação para a 8.ª onda, o governo pede que as pessoas se vacinem o máximo possível até o final do ano.

Fontes: J-Cast e Asahi 

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