Policial de Okinawa é indiciado pela agressão ao jovem que ficou cego

A resposta da polícia com pedido de desculpas ‘foi tarde demais’ para a vítima e sua família, pois se passaram 9 meses. O jovem perdeu um olho e teve fratura.

Delegacia de Polícia de Okinawa (NHK)

Pouco depois da 1h de 27 de janeiro deste ano, um estudante colegial de 17 anos foi agredido por um policial quando estava trafegando de moto, em uma rua na cidade de Okinawa (província homônima). O policial, ao tentar pará-lo na rua, teria usado o cassetete, o qual acertou o olho direito. 

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O estudante caiu da moto mas conseguiu ligar para o 119 e foi transportado para o hospital, onde soube que perdeu a visão do olho direito por causa dessa agressão, além da fratura no rosto, do osso sob a bochecha. 

O caso repercutiu imediatamente entre os jovens de Okinawa, através das redes sociais, os quais foram para a Delegacia de Polícia de Okinawa na noite seguinte para manifestar contra essa agressão policial, exigindo um pronunciamento.

Nessa ocasião, cerca de 300 jovens enfurecidos jogaram ovos, fogos de artifício e coisas no pátio da delegacia, com cartazes e vozes pedindo justiça. Queriam que a polícia, como instituição, assumisse o que fez o policial e pedisse desculpas.

Pátio da Delegacia de Polícia de Okinawa cheio de coisas que os jovens jogaram durante a manifestação (Okinawa Times)

Policial é punido

Na quarta-feira (2) a Polícia da Província de Okinawa informou que o policial, na casa dos 30 anos, foi encaminhado para o Ministério Público, como suspeito de agressão e lesão corporal na qualidade de servidor público especial.  

Depois da denúncia dos familiares do jovem agredido, a polícia fez exames de DNA, incluindo do material colhido do cassetete usado pelo policial

Depois disso, o DNA do estudante do ensino médio foi detectado no bastão, e a polícia realizou uma inspeção no local usando uma moto à noite e ouviu opiniões de vários especialistas para prosseguir com a investigação.

Um membro da família do estudante disse ao jornal Okinawa Times: “Quero que a polícia da província leve a sério o fato de que a vítima foi caluniada e ferida como se fosse o perpetrador“.

O caso demorou para ser solucionado e a população de Okinawa continuava revoltada. Segundo a polícia, além do policial e da vítima, não foram encontradas testemunhas e no local não havia câmera de vigilância, por isso, a investigação demorou.

Desculpas tarde demais

 “Senti que o pedido de desculpas da polícia estava atrasado. Passava todos os dias me sentindo inquieto, imaginando se a polícia investigaria adequadamente o caso”, lembrou a vítima.

Jovens estudantes e familiares da vítima disseram para a imprensa que “as desculpas vieram tarde demais”. 

Segundo o advogado do estudante, na terça-feira (1.º) o delegado e outros policiais foram à casa da vítima, onde apresentaram o pedido de desculpas dizendo que “o uso do bastão foi de forma inadequada. Lamentamos por ter causado a lesão”.

Por outro lado, os familiares disseram: “Não houve explicação desde o início, e sinto que é tarde demais para se desculpar depois de 9 meses desde o incidente. Mesmo tendo recebido um pedido de desculpas, houve perda de um olho”.  

Polícia lastima o ato

Yasuhide Iki, chefe de assuntos policiais da sede da Polícia da Província de Okinawa, disse: “Lamento profundamente que um policial desta província tenha infligido um ferimento extremamente grave a um cidadão durante o exercício de suas funções. Gostaria de expressar minhas sinceras desculpas à vítima e seus familiares. Levamos este incidente muito a sério, e para evitar a recorrência, instruiremos e supervisionaremos minuciosamente nossa equipe e nos esforçaremos para restaurar a confiança dos cidadãos desta província”.

Assista ao vídeo da manifestação de revolta dos jovens de Okinawa, na noite depois do incidente.

Fontes: NHK, Okinawa Times e RBC

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Polônia construirá cerca na fronteira com cidade russa de Kaliningrado

Publicado em 3 de novembro de 2022, em Notícias do Mundo

A medida ocorre quando Polônia suspeita que a Rússia planeja facilitar travessias ilegais de fronteira por migrantes asiáticos e africanos.

Kaliningrado é um enclave russo entre a Polónia e a Lituânia, à beira do Mar Báltico (banco de imagens)

O ministro da Defesa da Polônia disse na quarta-feira (2) que ordenou a construção de uma barreira ao longo da fronteira com o enclave russo de Kaliningrado.

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A medida ocorre quando Varsóvia suspeita que a Rússia planeja facilitar travessia ilegal de fronteira por migrantes asiáticos e africanos.

O ministro da Defesa, Mariusz Blaszczak, disse que a fronteira precisa ser selada para que a Polônia se sinta segura. Ele disse que havia autorizado a construção de uma barreira temporária ao longo da fronteira de 210Km.

O trabalho começou na quarta-feira (2) com soldados poloneses especialistas em desminagem realizando trabalho preparatório. Ela deve ser concluída até o fim de 2023.

Blaszczak disse que uma recente decisão tomada pelas autoridades de aviação da Rússia sobre lançar voos do Oriente Médio e da África do Norte para Kaliningrado o levou a tomar medidas que fortaleceriam a segurança “ao selar a fronteira.

Um porta-voz para a agência de Guarda de Fronteira, Konrad Szwed, disse que a barreira também incluiria uma cerca elétrica. Atualmente não há barreiras ao longo da fronteira, mas patrulhas frequentes são realizadas por guardas.

No ano passado, a fronteira da Polônia com Belarus se tornou o local de uma grande crise de migração, com grandes números de pessoas atravessando ilegalmente. A Polônia ergueu uma barreira de aço na fronteira com Belarus que foi concluída em junho.

Fonte: SCMP

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