Mais um acidente fere trabalhador na obra do Linear

A polícia só soube do acidente depois que um órgão público o denunciou.

Canteiro da obra do Linear onde ocorreu o acidente com um trabalhador (SBC)

Descobriu-se, na quinta-feira (27), que um trabalhador sofreu uma lesão grave em uma obra da construção do Linear, o Chuo Shinkansen, na vila de Ookawara (Nagano).

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Este foi mais um dos vários acidentes laborais nas obras dessa nova linha.

O acidente ocorreu no canteiro de obras do túnel dos Alpes do Sul. Segundo a polícia, foi por volta das 18h de 24 de março.

O trabalhador japonês 黒住将弘, 25 anos, de Tóquio, foi a vítima. Ele ficou com a mão esquerda presa sob uma placa de aço que caiu e, por causa disso, quebrou um dos dedos. 

A polícia só tomou conhecimento depois que um órgão governamental competente denunciou o caso, por isso, foi aberta investigação, mas a divulgação só ocorreu depois de mais de um mês. 

Em relação às obras de construção civil da nova linha chamada Linear, já ocorreram outros acidentes de trabalho.

Em outubro de 2021 ocorreu um grave, com um trabalhador que ficou ferido e outro morreu, em uma obra em Gifu.

Os demais que se tornaram públicos na província de Nagano foram 3 em 2022, esse de 24 de março e outro 5 dias depois.

Fontes: Gifu Shimbun e SBC

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Navio encalhado mata parte do maior recife de corais do Japão

Publicado em 28 de abril de 2023, em Sociedade

Além do encalhe, parte da carga, de 4 mil toneladas, cobriu o ecossistema marinho, matando os corais e outros seres. Veja o vídeo.

Mergulhador mostra as lascas e na outra foto o casco do navio cargueiro sobre os corais (fotos cedidas para o Ryukyu Shimpo)

Em janeiro deste ano, um navio cargueiro, com bandeira do Panamá, encalhou na costa da ilha de Ishigaki (Okinawa), matando parte do recife de corais chamado de Sekisei Shoki (石西礁湖).

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Esse precioso ecossistema fica entre a cidade e a ilha de Ishigaki e Iriomote, considerada a maior área de recife de corais do Japão.

O fundo do navio foi corroído e além disso, a carga de lascas de madeira e casca do coco cobriram parte do recife de corais, matando-a.  

Kazuya Hirao, 43, da escola de mergulho Ishigaki Island Atsumaru, que mergulhou durante uma pesquisa de campo, testemunhou alguns dos corais mortos em 4 de março. O casco do navio que encalhou em águas rasas devido ao vento norte, raspou os corais. As lascas das cascas de coco que vazaram do navio cargueiro encalhado cobriram inúmeros sulcos entre os corais. 

Hirao disse para a imprensa que “não tenho palavras”, lamentando profundamente o que aconteceu com esse ecossistema.

De acordo com ele, o local é um ponto de mergulho popular onde muitos visitam em meados de maio de cada ano para ver a desova dos corais. Explicou que quando mergulhou em março, descobriu que o navio encalhado estava raspando o recife de corais e muitas lascas de madeira foram depositadas. Nessa ocasião, os corais sob o navio já haviam branqueado. “Quando vi pela primeira vez, fiquei chocado”, disse Hirao.

4 mil toneladas de lascas sobre os corais e a ação dos mergulhadores voluntários 

De acordo com a 11.ª Sede Regional da Guarda Costeira, estima-se que tenham vazado cerca de 4 mil das cerca de 10 mil toneladas de lascas de madeira e cascas de coco transportadas pelo cargueiro.

Segundo a Associação das Cooperativas de Pesca de Yaeyama, 10 membros da cooperativa e mergulhadores locais estão recolhendo a carga enquanto procuram um licitante internacional para remover o casco até maio, mas o cronograma da remoção é indefinido.

De acordo com o Conselho de Restauração da Natureza de Sekisei Shoki, essa área de 50 quilômetros abriga mais de 360 ​​espécies de corais. No mar, as paisagens particularmente bonitas são designadas como “distritos de parques marinhos”, por isso as atividades de desenvolvimento são regulamentadas. O navio cargueiro encalhou bem em uma dessas áreas rasas. 

“Se as cascas de coco e as lascas de madeira se acumularem, as zooxantelas que vivem em simbiose com os corpos dos corais e fornecem nutrientes não poderão fazer fotossíntese e aumentará a possibilidade de branqueamento e morte”, lamentou o responsável do conselho. 

Veja o lamentável desastre no fundo do mar com as lascas e corais mortos. 

Fontes: Okinawa Times e Ryukyu Shimpo

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