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Drama da brasileira detida na Imigração, às vésperas de sua deportação

A jovem brasileira só fala japonês, não tem dinheiro e nem familiares no Brasil. Sendo deportada, como será a vida dela no seu país de origem?

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Redação

⏱ 3min de leitura
Konishi Sangyo - Empregos no Japão
É de chorar c/ a história da brasileira a ser deportada.
Foto meramente ilustrativa de uma jovem triste (PM)

Soube-se que a sucursal dos Serviços de Imigração de Tóquio fará a deportação (retirada compulsória) de uma brasileira de 20 anos, a qual foi criada no Japão.

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Ela está detida na Imigração e a deportação está marcada para sexta-feira (8), embora não tenha nem dinheiro nem familiares no Brasil, apesar de poder receber os serviços de apoio pós-regresso prestados por organizações internacionais. Mas, será deportada do Japão sem qualquer apoio. 

Pessoas que prestam suporte e especialistas criticam a resposta das autoridades da Imigração como “falta de consideração humanitária”.

Segundo apoiadores, a brasileira cresceu órfã em uma instituição no seu país, mas foi adotada por um casal nikkei e veio para o Japão com a família em 2016, quando tinha 12 anos. 

Embora tenha obtido o visto de estudante e tenha concluído o colegial, se afastou do casal que a adotou e caiu em depressão enquanto frequentava o curso profissionalizante. Como não frequentou suficientemente a escola, perdeu o visto e está detida desde agosto. Ela recebeu a ordem de deportação e na semana anterior acabou concordando com essa decisão.  

Trecho do diário da jovem brasileira
Trecho do diário da jovem brasileira (reprodução do Tokyo Shimbun)

Mas, no seu diário, escrito em japonês, há registros como “só sei falar o japonês” ou “sou um ser humano, não um animal”, que mostram o drama dessa jovem brasileira.

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OIM poderia fornecer apoio à brasileira quando chegar no Brasil

Em um caso como esse, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), uma afiliada das Nações Unidas, pode fornecer apoio, como encontrar habitação, assistência para alugar e formação profissional ao regressar ao país de origem. No entanto, ela recusou a assistência, dizendo: “As autoridades de imigração disseram-me que se recebesse assistência da OIM, nunca mais poderia entrar no Japão”.

Um representante do escritório da OIM no Japão explicou: “A reentrada não será uma desvantagem só porque recebeu apoio”. 

Advogada questiona atitude da Imigração

Os apoiantes discordam do fato de o Departamento de Imigração ter dado uma explicação falsa para fazer com que ela regressasse rapidamente ao Brasil, e também criticam a resposta do Departamento de Imigração às circunstâncias que a levaram a perder o seu status de residência devido à sua doença. Por outro lado, a Agência de Imigração disse que “não podemos responder a casos individuais”.

“A resposta do Departamento de Imigração ao emitir uma ordem de deportação sem considerar o histórico da perda do status de residência é extremamente cruel. Está apenas tentando fazer com que as pessoas voltem para casa o mais rápido possível. Nenhuma consideração foi dada à vida dessa jovem”, disse a advogada Chie Komai, conhecedora dos processos administrativos da imigração, questionando essa atitude.  

Fonte: Tokyo Shimbun

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