Manobras militares chinesas afetam mais de 100 mil passageiros
| Ásia
A China iniciou um exercício militar denominado ‘Justiça Missão 2025’ perto de Taiwan, impactando significativamente o tráfego aéreo, com mais de 100 mil passageiros afetados.

China faz exercício militar com munições reais (Imagem: Nikkei)
A China deu início, nesta segunda-feira (29), ao exercício militar denominado ‘Justiça Missão 2025’ nas proximidades de Taiwan.
No mesmo dia, aviões de combate chineses, incluindo bombardeiros, voaram no lado leste da ilha de Taiwan, enquanto embarcações e aeronaves coordenaram ações para verificar a capacidade de subjugar o inimigo.
Na terça-feira (3), os exercícios prosseguem com disparos de munição real. De acordo com as autoridades aeroportuárias de Taiwan, a China proibiu a entrada de aeronaves em sete áreas ao redor de Taiwan.
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Tal movimento deve impactar mais de 100 mil passageiros de linhas internacionais que decolam e pousam em aeroportos de Taiwan. Além disso, cerca de 6 mil passageiros que utilizam voos entre a ilha principal de Taiwan e ilhas menores serão afetados.
Em relação a esses movimentos, um porta-voz do Ministério da Defesa da China descreveu os exercícios como um ‘advertência severa’ contra forças pró-independência de Taiwan e interferências externas.
Esses exercícios são vistos como uma maneira de pressionar o governo de Tsai Ing-wen, classificado como pró-independência de Pequim, e como resposta à recente venda de armamentos americanos sob a administração Trump.
Em resposta, o presidente Donald Trump declarou à imprensa que possui uma relação muito boa com Xi Jinping, presidente da China, e que o tema dos exercícios nunca foi discutido entre eles.
Ele enfatizou que não está preocupado e lembrou que já houve exercícios militares chineses de maior envergadura no passado, indicando que monitoraria os desdobramentos com atenção.
Fonte: NHK







