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Acordo Mercosul e União Europeia favorecerá 700 milhões de pessoas

| Notícias do Mundo

Depois de 25 anos, foi assinado o esperado acordo entre Mercosul e União Europeia na capital paraguaia, sem a presença de Lula.

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lideres do mercosul celebram acordo com ue lula ausente destaque

No centro, Ursula von der Leyen, presidente da UE, e Santiago Peña, pres. do Paraguai e anfitrião (reprodução)

No sábado (17), horário de Brasília, a União Europeia (UE) e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), mercado comum formado por países sul-americanos, assinaram um acordo de livre comércio após mais de 25 anos de negociações, em Asunción, capital do Paraguai.

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Com a entrada em vigor do acordo, será criada uma zona de livre comércio com uma população de mais de 700 milhões de pessoas.

O acordo estabelece um marco integral e equilibrado que promove o intercâmbio de bens e serviços, o investimento e o desenvolvimento econômico.

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Para o Mercosul, implica o acesso preferencial à UE, a terceira economia global, um mercado de 450 milhões de pessoas e cerca de 15% do PIB mundial. A União Europeia eliminará tarifas para 92% das exportações do Mercosul, no valor aproximado de US$ 61 bilhões.

Além disso, concederá acesso preferencial para outros 7,5%, equivalente a US$ 4,7 bilhões, beneficiando assim quase a totalidade das exportações do bloco para a UE.

Desta forma, amplia-se significativamente o acesso do Mercosul ao mercado europeu, melhoram-se as condições de comércio e fortalece-se a competitividade das empresas da região.

A UE pretende promover a diversificação comercial em meio ao endurecimento das tarifas impostas pelo governo Trump aos comércios com diversos países.

A presidente Ursula von der Leyen, que participou da cerimônia de assinatura, alertou o governo Trump, afirmando: “Este acordo envia uma mensagem forte ao mundo. Escolhemos o comércio justo em vez das tarifas. Escolhemos parcerias produtivas de longo prazo em vez do isolamento”.

Também afirmou que “quando duas regiões como as nossas falam a uma só voz no cenário mundial, o mundo escutará”.

Lula não foi assinar o acordo Mercosul e UE

Com a ausência do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, os pares de outros países, como Argentina, Paraguai e Uruguai, fizeram discursos inflamados. 

Santiago Peña, o presidente anfitrião, destacou a consolidação do acordo e afirmou que a Europa e a América do Sul “devem se unir para mostrar um caminho diferente em um mundo complexo, instável e perigoso”.

“Precisamos de um futuro que reúna o melhor da cultura europeia com o melhor da cultura sul-americana para gerar uma nova síntese. Mais integração, mais cooperação, mais fraternidade e, acima de tudo, mais humanidade”, concluiu.

“A maior conquista alcançada pelo bloco desde a sua criação”, destacou Javier Milei da Argentina, e solicitou que “o espírito do que foi negociado seja preservado durante a fase de implementação”. “Os 25 anos investidos nos obrigam a estar à altura da ocasião nesta etapa”, acrescentou.

Mario Paz, analista político paraguaio, enfatizou que Lula e Milei têm posições políticas internacionais muito diferentes e que a política e as relações internacionais “dizem respeito a interesses, não a fraternidade, convergências ideológicas ou outras afinidades, mas fundamentalmente a interesses convergentes”. 

O que é o Acordo Mercosul e União Europeia?

O acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia representa uma oportunidade estratégica para ambos os blocos, com potencial para transformar o panorama geopolítico e econômico global.

Trata-se de um pacto que abrange dimensões comerciais, políticas e de cooperação, criando uma das áreas econômicas integradas mais significativas, com quase 700 milhões de pessoas e representando aproximadamente 25% do PIB mundial.

O tratado propõe a eliminação progressiva de mais de 90% das tarifas bilaterais, a redução das barreiras não tarifárias e a unificação das regulamentações em áreas como investimento, propriedade intelectual e normas sanitárias e técnicas.

Fontes: NHK, Mercosul e Infobae

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