
Vandalismo em Quioto: Grafite ameaça bambuzal histórico (imagem ilustrativa/PM)
Danos foram descobertos em um bambuzal próximo ao Fushimi Inari Taisha, em Quioto, uma área popular que atrai um grande número de turistas aos famosos portões Senbon do santuário.
O Fushimi Inari Taisha é conhecido por seu impressionante acesso ladeado por milhares de toriis vermelhos, formando caminhos em forma de túnel, tornando-o uma das atrações mais visitadas da cidade, tanto por viajantes domésticos quanto estrangeiros.
O surgimento de grafites na natureza
Uma trilha de caminhada próxima, conectada à rota Senbon Torii, também ganhou popularidade entre os visitantes, mas um problema sério surgiu agora na floresta de bambu circundante.
Artigos relacionados
Inúmeras hastes de bambu exibem grafites esculpidos, alguns gravados de cima a baixo. Entre as marcações, há o que parecem ser iniciais escritas no alfabeto romano, bem como números que se acredita indicarem anos, possivelmente deixados como registros de visitas.
Impactos ambientais e precedentes
Acredita-se que as esculturas foram feitas com objetos afiados e duros. Danos semelhantes a florestas de bambu em Quioto também foram confirmados no ano passado. No famoso bambuzal de Arashiyama, cerca de 350 hastes foram danificadas da mesma forma.
Uma vez que o bambu é marcado, ele não se regenera por conta própria, aumentando o risco de colapso, e a cidade foi forçada a cortar algumas das hastes afetadas.
A frustração dos proprietários locais
O bambuzal em Fushimi é de propriedade privada, e seu proprietário, Akira Nakamura, de 79 anos, expressou raiva pelos danos. “É realmente preocupante. É uma questão de moral”.
De acordo com Nakamura, pelo menos 100 hastes de bambu foram danificadas. Embora cercas tenham sido instaladas ao redor do bosque, alguns grafites parecem ter sido esculpidos depois que as pessoas as escalaram.
À medida que os danos por grafite continuam a se espalhar pelas florestas de bambu de Quioto, Nakamura apelou aos visitantes com uma mensagem simples: as memórias devem ser gravadas no coração, e não esculpidas no bambu.
Fonte: NOJ







