
Japão incentiva crianças a buscar ajuda contra problemas (imagem ilustrativa/PM)
O Japão lançou uma campanha para incentivar as crianças a conversar sobre seus problemas com adultos, em um esforço para abordar as crescentes questões de ansiedade, bullying e suicídio.
Sob a nova campanha, voluntários da Agência para Crianças e Famílias, um dos órgãos administrativos do Japão, teriam como objetivo criar ambientes onde as crianças pudessem consultar adultos confortavelmente quando estiverem em dificuldades, disseram funcionários da agência.
A campanha foi lançada em meio ao aumento de casos de bullying, evasão escolar e suicídios entre estudantes do ensino fundamental, médio e colegial.
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Estatísticas preocupantes e primeiras medidas
Um recorde de 527 estudantes do ensino fundamental e médio tiraram a própria vida em 2024, de acordo com dados do Ministério da Saúde, mesmo com a taxa geral de suicídio no Japão tendo diminuído.
O total de casos de bullying relatados em escolas de ensino fundamental, médio e de necessidades especiais no mesmo ano atingiu 769.022, o maior número já registrado e um aumento de cerca de 5% em relação ao ano anterior.
A campanha foi lançada no outono de 2024 com 30 funcionários para diminuir a barreira psicológica ao aconselhamento.
Promoção de diálogo e acesso à informação
O grupo criou desenhos e vídeos promovendo a mensagem de que “consultar não é vergonhoso nem sinal de fraqueza” após intercâmbio direto com crianças e organizações que apoiam crianças em todo o Japão, e ouvindo suas opiniões e experiências.
Os desenhos e vídeos foram disponibilizados publicamente no site da Agência para Crianças e Famílias, para que qualquer pessoa possa acessá-los.
“Queremos que eles ganhem experiência em consultar alguém, mesmo que seja um pequeno problema”, disse um funcionário da agência.
Atividades de extensão e conscientização comunitária
Em dezembro de 2025, a equipe do projeto realizou uma atividade de extensão em uma partida da Liga Profissional de Futebol do Japão (J League) em Chofu (Tóquio), em cooperação com o FC Tóquio.
Em um estande montado no local, as crianças foram incentivadas a pensar nas pessoas a quem recorrem quando enfrentam problemas.
Elas foram levadas a colocar bolas em caixas rotuladas com figuras familiares como “família” e “professor escolar”. Também lhes foi pedido que considerassem outros adultos a quem poderiam recorrer, incluindo professores escolares e membros da comunidade local.
A atividade foi projetada para reduzir a resistência psicológica das crianças em buscar ajuda, normalizando as conversas sobre preocupações pessoais.
Fonte: The Independent







