
Irã: mortes em protestos ultrapassam 2 mil, dizem ativistas (ilustrativa/banco de imagens)
Segundo ativistas, o número de mortos nos protestos em todo o Irã superou 2 mil pessoas na terça-feira (13), enquanto iranianos faziam ligações para o exterior pela primeira vez em dias, após as autoridades cortarem as comunicações durante uma repressão aos manifestantes.
O número de mortos subiu para pelo menos 2.003, conforme relatado pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos EUA, incluindo 1.850 manifestantes, 135 indivíduos ligados ao governo, nove pessoas com menos de 18 anos e nove civis não manifestantes.
Esse número supera o total de mortos de qualquer outra rodada de protestos ou agitação no Irã em décadas e lembra o caos em torno da Revolução Islâmica do país em 1979.
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Reconhecimento oficial e críticas internacionais
A televisão estatal iraniana ofereceu o primeiro reconhecimento formal das mortes, citando um oficial que disse que o país tinha “muitos mártires” e que não divulgou um balanço antes devido aos mortos terem sofrido ferimentos horríveis.
No entanto, essa declaração veio apenas depois que os ativistas relataram seu próprio número.
Na noite de segunda-feira (12), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de importação de 25% sobre produtos de qualquer país que faça negócios com o Irã – um grande exportador de petróleo.
Trump também disse que mais ações militares estão entre as opções que ele está considerando para punir o Irã pela repressão, afirmando no início deste mês “estamos prontos para agir”.
Impacto das sanções e relações comerciais
Teerã ainda não respondeu publicamente ao anúncio de Trump sobre as tarifas, mas a medida foi rapidamente criticada pela China.
O Irã, já sob pesadas sanções dos EUA, exporta grande parte de seu petróleo para a China, com a Turquia, o Iraque, os Emirados Árabes Unidos e a Índia entre seus outros principais parceiros comerciais.
Fonte: NHK







