
Ex-presidente da Coreia do Sul (Wikimedia)
A equipe de um promotor especial solicitou a pena de morte para o ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, 65 anos, por sua imposição da lei marcial, descrevendo-o como o líder de uma insurreição que buscava se manter no poder assumindo o controle do judiciário e do legislativo.
A equipe do promotor especial Cho Eun-suk fez o pedido durante a audiência final do julgamento de Yoon no Tribunal Distrital Central de Seul na terça-feira (13), pouco mais de um ano após o então presidente declarar a lei marcial em 3 de dezembro de 2024, com o objetivo declarado de erradicar as forças antiestatais.
Argumentou que mesmo sem haver guerra ou emergência nacional, mobilizou as forças armadas e a polícia para incitar distúrbios, segundo o promotor especial.
Artigos relacionados
A equipe do promotor especial solicitou a pena de morte para o ex-presidente Yoon, afirmando que “apesar de ter causado danos à nação e à sociedade, ele transferiu a culpa e não demonstrou nenhum remorso“.
Yoon se defende
A defesa de Yoon, por sua vez, busca a absolvição, argumentando que “ele não emitiu ordens inconstitucionais ou ilegais, e nenhum dano foi causado ao público“.
“Não se tratava de uma ditadura militar que oprimia os cidadãos, mas sim de um esforço para salvaguardar a liberdade e a soberania e restaurar a ordem constitucional”, disse Yoon, se defendendo.
Ele também criticou as investigações e a acusação contra ele como uma “frenética dança de espadas caracterizada por expurgos e repressão“.
O tribunal planeja divulgar sua sentença sobre o caso do réu, ex-presidente, em 19 de fevereiro.
Yoon tornou-se o primeiro presidente em exercício a ser indiciado e preso preventivamente em janeiro do ano passado.
Fontes: JNN e Yonhap News Agency







