Preço do ouro bate 5,1 mil dólares pela primeira vez
O preço do ouro à vista bateu um recorde histórico de 5.110,50 dólares por onça.

Foto ilustrativa (PM)
O ouro teve preço recorde na segunda-feira (26), fechando a 5,1 mil dólares por onça (28,35 gramas).
O aumento de preço é impulsionado pela influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas relações internacionais e pela realocação de recursos de investidores de títulos do governo e moedas estrangeiras.
Os investidores se aglomeraram no ativo de refúgio seguro em meio às crescentes incertezas geopolíticas.
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O secretário de Serviços Financeiros e do Tesouro, Christopher Hui, declarou à Bloomberg TV que a Bolsa de Valores de Hong Kong está desenvolvendo contratos futuros desse metal precioso para atrair participantes consolidados do mercado.
O governo também está oferecendo incentivos fiscais a escritórios familiares e fundos que investem nele.
O preço do ouro subiu 64% em 2025, seu maior ganho anual desde 1979, impulsionado pela demanda por ativos de refúgio, pela flexibilização da política monetária dos EUA, pelas robustas compras de bancos centrais, incluindo o 14º mês consecutivo de compras da China em dezembro, e por entradas recordes em fundos negociados em bolsa (ETFs).
Ouro e outros metais preciosos em alta
Junto com o aumento do valor do metal precioso dourado, a onça da prata à vista chegou à máxima histórica de 110,87 dólares, com alta de 6,8%.
Outro metal precioso, a platina também teve preço histórico de 2.919,80 a onça.
Interrupções no comércio global
A contínua alta dos preços dos metais preciosos ocorre em meio à guerra comercial, a mais disruptiva desde a década de 1930, desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afetou as cadeias de suprimentos e aumentou os custos para as empresas, analisou o AlJazeera.
Desde que assumiu o cargo em janeiro passado, o governo Trump impôs tarifas a rivais e aliados.
Durante o fim de semana, ele afirmou que imporia uma tarifa de 100% sobre o Canadá, o que fortaleceu os laços comerciais com a China.
Fontes: Investing e AlJazeera







