
Preço diferenciado: restaurante japonês causa debate com nova política (imagem ilustrativa/PM)
Um restaurante de lámen no distrito de Minami (Osaka) encontrou-se no centro de uma controvérsia após introduzir o “dual pricing” (preço duplo), estabelecendo preços diferentes para clientes japoneses e estrangeiros.
A loja, popular por seu rico tonkotsu com molho de soja no estilo “Iekei”, costuma atrair grandes multidões diariamente. Porém, no dia 4 de janeiro, um turista estrangeiro questionou o preço cobrado por uma tigela de lámen.
Segundo Yusuke Arai do grupo Wagoya, que administra o restaurante, o cliente pediu do menu voltado para turistas estrangeiros e consumiu a refeição sem problemas, mas ficou enfurecido ao final e exigiu um reembolso.
Artigos relacionados
No menu em japonês, o lámen padrão custa mil ienes, enquanto o cardápio em língua estrangeira oferece uma versão com acompanhamentos adicionais por ¥2,3 mil.
Arai explicou que o restaurante limita intencionalmente as opções no menu em língua estrangeira, oferecendo apenas combinações cuidadosamente selecionadas para evitar erros com acompanhamentos e garantir qualidade consistente.
O restaurante se recusou a reembolsar o cliente, já que o pedido havia sido feito de um item diferente do menu, levando a um conflito. Após o alerta da equipe de que a polícia seria contatada, o turista pediu desculpas e saiu.
Ele afirmou que a decisão de introduzir o dual pricing foi feita com plena consciência dos riscos.
“Eu sabia que cobrar preços diferentes é comum no exterior e esperava que questões como esta eventualmente surgissem”, disse ele, acrescentando que o restaurante pretende continuar com o sistema e usar a receita extra para melhorar os salários e as condições de trabalho dos funcionários.
Sistemas de preços semelhantes existem no exterior
No Museu do Louvre, na França, as taxas de admissão aumentarão a partir de 14 de janeiro para cerca de ¥4 mil para visitantes da Europa e aproximadamente ¥5,9 mil para aqueles de fora da região, visando financiar trabalhos de manutenção.
No Angkor Wat, no Camboja, os cidadãos cambojanos entram de graça, enquanto visitantes estrangeiros pagam em torno de ¥5,8 mil para apoiar esforços de conservação.
Fonte: NOJ







