Análises de DNA impróprias podem ter comprometido 19 investigações policiais em província no Japão
A Agência Nacional de Polícia revelou que análises de DNA inadequadas, realizadas por um ex-funcionário da polícia de Saga, podem ter comprometido 19 investigações criminais. O relatório aponta falhas e discrepâncias.

Ex-funcionário compromete 19 investigações com DNA inadequado (imagem ilustrativa/PM)
A Agência Nacional de Polícia (ANP) revelou, em um relatório de reexame especial divulgado na quinta-feira (12), que análises de DNA inadequadas realizadas por um ex-funcionário do departamento de polícia da província de Saga podem ter comprometido investigações em 19 casos.
O relatório enfatiza que não é possível concluir com certeza que a má conduta não criou obstáculos nessas 19 investigações.
Foram encontradas discrepâncias significativas entre os resultados das análises iniciais e os obtidos nos reexames especiais, além de falhas nos próprios testes.
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A ANP reexaminou um total de 34 casos: 25 que ainda estavam sob investigação e nove para os quais o prazo de prescrição havia expirado.
Esses casos fazem parte de um universo de 130 investigações que a polícia de Saga havia identificado como envolvendo análises de DNA impróprias.
Discrepâncias nos resultados e negligência profissional
Entre os casos reexaminados, o relatório apontou que os resultados das análises de DNA conduzidas pelo ex-funcionário do instituto de investigação científica da polícia da província e os obtidos pelas sondagens especiais da ANP diferiram em oito casos.
Em outros 14 casos, o reexame foi impossível devido à perda ou descarte de amostras. Em nove casos específicos, o ex-funcionário é suspeito de não ter tomado as medidas apropriadas.
Isso inclui a negligência em realizar testes para identificar indivíduos específicos, mesmo após a detecção de DNA humano, e a conclusão de que nenhum DNA foi encontrado sem a execução dos testes necessários.
A NPA concluiu que “a possibilidade de que os suspeitos pudessem ter sido identificados em 19 dos casos reexaminados, se investigações apropriadas tivessem sido realizadas na época, não pode ser descartada”.
A agência também observou a possibilidade de que perfis de DNA não pudessem ser detectados nos reexames especiais devido à deterioração das amostras.
Impacto jurídico e a continuidade das apurações
Apesar das falhas, a agência reiterou que não houve alteração na conclusão de seu relatório provisório, emitido em novembro passado, que indicava que nenhum dos 130 casos resultou em prisão ou detenção indevida, nem afetou quaisquer julgamentos.
Atualmente, um total de 643 casos, que foram tratados pelo ex-funcionário entre 2015 e 2024, estão sob investigação da ANP. O funcionário da polícia de Saga foi demitido como medida disciplinar.
Fonte: JT







