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Brasil declara açaí fruta nacional para combater 'biopirataria'

| Brasil

O Brasil declarou o açaí fruta nacional, uma medida para proteger o ‘superalimento’ amazônico da ‘biopirataria’. A lei visa garantir a propriedade brasileira sobre o fruto e valorizar a produção local.

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Lei oficializa açaí como fruta nacional brasileira (banco de imagens)

O Brasil declarou oficialmente o açaí como fruta nacional, uma medida estratégica para firmar sua propriedade sobre o popular “superalimento” e combater a crescente preocupação com a apropriação de riquezas biológicas da Amazônia por empresas estrangeiras, fenômeno conhecido como “biopirataria”.

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Por séculos, o açaí foi um alimento básico e salgado na Amazônia, consumido como uma pasta espessa acompanhada de peixe e farinha de mandioca.

No início dos anos 2000, a fruta roxa escura ganhou o mundo após ser reinventada como um sorvete doce, frequentemente servido com granola e frutas, e comercializado por suas propriedades ricas em antioxidantes.

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Os ingredientes ativos do açaí rapidamente despertaram o interesse de empresas de alimentos e cosméticos globalmente.

Caso emblemático

Um caso emblemático, citado em debates parlamentares, envolveu uma empresa japonesa que registrou a marca “açaí” em 2003.

Levou quatro anos para o Brasil conseguir cancelar esse registro, evidenciando a vulnerabilidade dos recursos naturais do país.

Casos como este impulsionaram a criação da lei que declara o açaí como fruta nacional, proposta inicialmente em 2011 e sancionada no início de janeiro de 2026.

O Ministério da Agricultura do Brasil afirmou que a medida ajuda a promover o açaí como um “produto genuinamente brasileiro”, que gera renda para milhares de famílias amazônicas.

A lei é em grande parte simbólica, apontam especialistas

Contudo, especialistas apontam que a lei é em grande parte simbólica. Seu principal objetivo é destacar o desafio do crescente interesse internacional em uma vasta gama de frutas nativas da Amazônia e a necessidade de proteger esses recursos.

O Brasil é um dos vários países cada vez mais preocupados com a “biopirataria”, que se refere ao uso de recursos genéticos sem permissão ou sem o compartilhamento de benefícios.

Fonte: JT

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