Custos elevados e salários estagnados levam a recorde de falências no Japão
Cinco dos dez setores pesquisados, incluindo serviços e varejo, viram um aumento nas falências. Custos elevados e aumento dos gastos com mão de obra também contribuíram significativamente para o cenário.

Recorde de falências no Japão: 887 empresas em janeiro 9ilustrativa/banco de imagens)
A Tokyo Shoko Research divulgou na segunda-feira (9) que o Japão registrou um total de 887 falências corporativas em janeiro, envolvendo dívidas de pelo menos ¥10 milhões. Este é o maior número em 13 anos.
O índice representa um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento, impulsionado principalmente por falências decorrentes de vendas estagnadas.
Cinco dos dez setores pesquisados registraram aumentos anuais nas falências, incluindo os setores de serviços, varejo, atacado e transporte.
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As falências decorrentes de vendas fracas subiram 6,3%, totalizando 649 casos e representando a maior parcela das ocorrências. Já as falências ligadas a perdas acumuladas atingiram 116 casos, um aumento de 18,3%.
Impacto na inflação e comportamento do consumidor
As falências atribuídas aos altos preços, onde as empresas não conseguiram repassar o aumento dos custos e viram seus lucros serem espremidos, tiveram um salto de 24,5%, somando 76 casos.
Um representante da Tokyo Shoko Research comentou que “isso sugere o impacto do crescimento lento dos salários reais no comportamento do consumidor”.
Paralelamente, as falências atribuídas ao aumento dos custos de mão de obra dispararam para 19 casos, quase triplicando em relação ao ano anterior.
Isso ocorreu porque um número crescente de pequenas e médias empresas foi forçado a aumentar os salários para garantir trabalhadores, o que deteriorou suas posições de caixa.
Análise do montante das dívidas corporativas
Apesar do aumento no número de falências, as dívidas totais deixadas pelas empresas falidas registraram uma ligeira queda de 1,3%, totalizando ¥119,815 milhões.
No mês em questão, não houve registro de falências com dívidas de ¥10 bilhões ou mais, sendo que as empresas de médio porte representaram uma parcela considerável do montante total das dívidas.
Fonte: JT







