EUA e Rússia: expiração do tratado nuclear pode acelerar corrida armamentista global
O tratado Novo START, único pacto de desarmamento nuclear entre EUA e Rússia, expira nesta quinta-feira, deixando as duas maiores potências nucleares sem limites em suas capacidades.

Fim do Novo START: Potências nucleares sem limites. Entenda (ilustrativa/banco de imagens)
O tratado de controle de armas nucleares assinado entre os Estados Unidos e a Rússia, as duas nações que possuem a vasta maioria das ogivas nucleares do mundo, está programado para expirar nesta quinta-feira (5).
Conhecido como Novo START (Strategic Arms Reduction Treaty), este é o único pacto de desarmamento nuclear que vincula os EUA e a Rússia.
Ele estabelece um limite de 1.550 ogivas nucleares estratégicas implantadas para cada país e restringe o número de mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos lançados por submarinos e bombardeiros estratégicos a um máximo de 800.
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Em setembro, o presidente russo Vladimir Putin propôs efetivamente estender o tratado por mais um ano. No entanto, a mídia dos EUA relatou que o presidente Donald Trump indicou em janeiro que poderia deixar o tratado expirar, afirmando: “Se expirar, expira”.
Incertezas e a pressão por novos acordos
A menos que um novo acordo seja alcançado, as duas nações, que juntas detêm quase 90% do estoque mundial de armas nucleares, não terão limites em suas capacidades nucleares.
Trump também insistiu na necessidade de um novo enquadramento que inclua a China, mas nenhuma medida concreta foi tomada pelos países envolvidos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres na quarta-feira (4) que qualquer futuro acordo nuclear com a Rússia deve incluir a China, afirmando que alcançar um controle de armas significativo no século 21 seria “impossível” sem a participação de Pequim.
A expiração do tratado ocorre enquanto os EUA, a Rússia e a China continuam a desenvolver novos mísseis capazes de transportar ogivas nucleares e a modernizar suas forças armadas.
Crescem as preocupações de que esta situação possa acelerar uma nova corrida armamentista nuclear global.
Fonte: NHK







