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Ex-empresário da Tokematch é preso: queria continuar foragido no exterior

| Sociedade

O caso Tokematch foi um dos maiores golpes, de um modelo de negócio que parecia perfeito. O ex-empresário foi extraditado ao Japão dos EAU, mas já tinha passaporte de outro país.

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Imagem da HP da empresa de serviço de aluguel de relógios de luxo via NHK

Na segunda-feira (9), o Departamento de Polícia Metropolitana prendeu novamente um ex-empresário japonês, de 44 anos, de uma empresa chamada Neo Reverse [já encerrada], que tinha sede na cidade de Osaka (província homônima).

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Essa empresa operava o serviço de compartilhamento de relógios de luxo – Tokematch – por meio de aluguel.

Junto com ele, foi preso também um ex-funcionário da empresa, de 44 anos, sob suspeita de peculato, pois teria vendido os relógios de luxo confiados à empresa.   

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O valor total dos relógios é estimado em pelo menos 2,8 bilhões de ienes, pois a empresa havia reunido na época 1,7 mil unidades para o serviço de aluguel.  

Segundo as informações, entre junho de 2023 e janeiro de 2024, o ex-empresário teria desviado 11 relógios de luxo, incluindo os da marca Rolex, avaliados em aproximadamente 12,1 milhões de ienes, que lhe foram confiados por um homem de Tóquio.

Ele os vendeu ou penhorou por um total de 6,65 milhões de ienes em 11 lojas, incluindo revendedores de relógios usados, em quatro províncias. O ex-funcionário é suspeito de envolvimento no penhor de um dos relógios.

Tokematch: modelo de negócio

A Tokematch era um serviço que aceitava relógios de luxo de seus proprietários e os alugava às pessoas interessadas para fechar negócios ou participar de eventos.

Desde o lançamento do negócio em janeiro de 2021, o então empresário teria usado o dinheiro obtido dos aluguéis dos relógios para pagar as taxas aos proprietários e fazia câmbio para adquirir criptomoedas.   

O que parecia ser um bom modelo de negócios, virou um pesadelo para os donos dos relógios de luxo, pois a empresa anunciou repentinamente a dissolução em janeiro do ano passado. 

Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana, 650 pessoas de 45 províncias denunciaram que seus relógios não foram devolvidos pela Tokematch. 

Como o então empresário não foi encontrado no Japão (teria partido para Dubai), foi incluído na lista dos procurados internacionalmente.

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Ex-empresário quando foi preso (NHK)

Fuga para o exterior e extraditado de volta

O ex-empresário foi extraditado para o Japão dos Emirados Árabes Unidos (EAU), onde estava escondido, em dezembro do ano passado, e foi preso sob suspeita de fraude, juntamente com seu ex-funcionário, que permaneceu no Japão.  

Na época de sua prisão, o ex-empresário estaria portando um passaporte da República de Vanuatu. A polícia acredita que ele planejava fugir para esse país.

Fontes: NHK e Yomiuri

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