Índia registra primeira morte por Nipah em novo surto
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A Índia reportou a primeira morte do surto mais recente do vírus Nipah, uma enfermeira de 25 anos em Bengala Ocidental. Um segundo caso se recuperou, e a vigilância é intensa.

Vírus Nipah: Índia registra óbito e intensifica vigilância (ilustrativa/banco de imagens)
A Índia registrou a primeira morte de seu surto mais recente do vírus Nipah, após uma enfermeira, de 25 anos, em Bengala Ocidental falecer em um hospital.
A mulher, que estava em tratamento na unidade de terapia intensiva de um hospital na área de Barasat, desenvolveu complicações, incluindo uma infecção pulmonar secundária, e sofreu uma parada cardíaca, conforme informaram autoridades de saúde.
Ela era um dos dois casos confirmados no estado oriental. O segundo paciente, um enfermeiro, de 27 anos, do mesmo hospital, recuperou-se e já recebeu alta.
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Os casos levaram a um extenso rastreamento de contatos, com cerca de 200 pessoas colocadas sob monitoramento, de acordo com o Ministério da Saúde federal. Autoridades de saúde estaduais afirmaram que todos os contatos identificados testaram negativo e nenhuma nova infecção foi detectada.
Monitoramento em Bangladesh e alerta da OMS
A morte na Índia ocorreu dias depois que a OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou que uma mulher havia morrido de Nipah em Bangladesh.
A paciente, na faixa dos 40 anos, desenvolveu sintomas consistentes com o Nipah no dia 21 de janeiro, como febre e dores de cabeça, seguidos por hipersalivação, desorientação e convulsões.
A mulher, que supostamente não tinha histórico de viagens, mas havia consumido seiva de tâmara crua, faleceu uma semana depois e foi confirmada como infectada pelo vírus, segundo autoridades locais.
Todas as 35 pessoas que tiveram contato com a paciente testaram negativo para o vírus, mas continuaram sendo monitoradas, acrescentaram.
Nenhum caso adicional foi detectado até o momento, de acordo com a OMS.
Características e gravidade do vírus
O Nipah é um vírus zoonótico, o que significa que pode se espalhar de animais para humanos. Morcegos frugívoros são considerados o principal hospedeiro natural, embora a transmissão também possa ocorrer através de alimentos contaminados ou contato próximo com uma pessoa infectada.
O vírus pode causar febre, dores de cabeça e sintomas respiratórios em seus estágios iniciais. Em casos mais graves, pode levar à encefalite – inflamação do cérebro – e insuficiência respiratória.
De acordo com a OMS, a taxa de letalidade varia de 40 a 75 por cento, dependendo das circunstâncias e da qualidade do atendimento.
Não há vacina aprovada ou tratamento antiviral específico para o Nipah. O cuidado é em grande parte de suporte e focado no manejo das complicações.
Histórico de surtos e riscos de propagação
A OMS reiterou na semana passada sua avaliação de que o risco de propagação internacional permanece baixo.
Surtos de Nipah ocorreram periodicamente em Bangladesh e na Índia nas últimas duas décadas, mais frequentemente no estado de Kerala (Índia).
Embora o vírus seja considerado altamente perigoso devido à sua gravidade, especialistas dizem que a transmissão sustentada de humano para humano tem sido historicamente limitada.
Fonte: Independent







