Japão e Tailândia intensificam combate ao tráfico humano e fraudes
Japão e Tailândia reforçam cooperação policial para combater o tráfico humano e fraudes online. A iniciativa surge após uma menina tailandesa ser forçada a prostituição em Tóquio.

Japão e Tailândia firmam acordo para intensificar o combate ao tráfico humano e fraudes online, após caso de exploração de menor em Tóquio (ilustrativa/banco de imagens)
As autoridades policiais do Japão e da Tailândia firmaram um acordo de cooperação para intensificar o combate ao tráfico humano.
A decisão surge após a descoberta de uma menina tailandesa que foi forçada a prestar serviços sexuais em um salão de massagens em Tóquio.
Altos funcionários da Agência Nacional de Polícia (NPA) do Japão e do país do Sudeste Asiático se reuniram em Bangkok na terça-feira (3). Além do tráfico humano, a pauta incluiu a discussão de medidas para enfrentar as crescentes fraudes online internacionais.
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“O dano causado por esses crimes é grave e absolutamente imperdoável“, afirmou Yuriko Ueki, oficial da NPA, ressaltando a importância da colaboração entre as forças policiais dos dois países.
Detalhes do caso em Tóquio
Paralelamente, um alto oficial da polícia tailandesa informou, também na terça-feira, que seis pessoas — incluindo cidadãos tailandeses e japoneses — são suspeitas de envolvimento no caso da menina tailandesa no salão de massagens em Tóquio.
No centro da investigação, a menina, então com 12 anos, foi obrigada a trabalhar ilegalmente no estabelecimento localizado no distrito de Bunkyo (Tóquio).
Ela havia chegado ao Japão com sua mãe no final de junho do ano passado.
Desdobramentos e prisões
A mãe da menina foi presa em Taiwan por seu envolvimento e, posteriormente, transferida para a Tailândia, onde a polícia a prendeu em dezembro passado sob acusações que incluem tráfico humano.
O Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio já efetuou a prisão de uma mulher tailandesa residente no Japão, que atuava como ex-gerente do salão de massagens.
Ela é suspeita de violar a lei de bem-estar infantil em conexão com o caso.
Fonte: JT







