Preço do cobre impulsiona onda de crimes por todo o Japão
O Japão está enfrentando uma crescente onda de furtos de cobre, impulsionada pela valorização do metal e pela desvalorização do iene. Santuários remotos, pontes e estufas agrícolas são os principais alvos.

Furtos de cobre aumentam no Japão. Santuários e fazendas são alvos (ilustrativa/banco de imagens)
Uma crescente onda de furtos de cobre está varrendo o Japão, com criminosos visando desde instalações agrícolas até os telhados de santuários remotos nas montanhas.
O fenômeno é impulsionado, em parte, pela valorização do cobre no mercado global e pela desvalorização do iene.
O cobre é um material essencial, utilizado em uma vasta gama de produtos, de smartphones a cabos elétricos.
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Seu preço subiu aproximadamente 50% no último ano, atingindo um recorde no final do mês passado, devido à expansão da demanda por centros de dados de inteligência artificial (IA), smartphones e outras tecnologias.
Na província de Tochigi, um santuário localizado nas profundezas das montanhas sofreu danos extensos após o roubo de painéis de cobre do telhado.
Fotografias revelaram que quase metade das placas de um lado do telhado foi removida. O santuário reportou à polícia que painéis adicionais pareciam ter sido levados durante a noite, agravando o dano na manhã seguinte.
Incidentes semelhantes têm sido reportados em todo o país
Em Ebino (Miyazaki), 12 placas de cobre com nomes de pontes foram roubadas no mês passado, causando um prejuízo estimado em ¥480 mil.
Em Hagi (Yamaguchi), um ponto turístico conhecido por suas ameixeiras em flor, teve cerca de 38Kg de cobre furtados do telhado de uma área de descanso em novembro do ano passado. A cidade agora considera como reparar o dano em meio a preocupações de que o local possa ser alvo novamente.
Prisão de 4 homens
Na província de Fukuoka, fiações de cobre foram furtadas de estufas agrícolas. Um fazendeiro descobriu que cerca de 10 metros de fio haviam sido levados e relatou que fazendeiros vizinhos sofreram perdas semelhantes, o que deixou a pequena comunidade entristecida e frustrada.
A escalada dos furtos levou à prisão de quatro homens na faixa dos 20 anos, cerca de um mês depois, sob suspeita de furtar aproximadamente 300m de fio de cobre e 83 cabos de cobre de estufas de vinil.
Os investigadores afirmaram que três dos suspeitos admitiram as acusações e disseram à polícia que pegaram o cobre por dinheiro.







