Segurança e qualidade de vida impulsionam americanos a viver no exterior
Pela primeira vez em 90 anos, os EUA registram mais saídas do que entradas de pessoas, com 150 mil a menos em 2025, impulsionado por cidadãos buscando melhor qualidade de vida e segurança.

Qualidade de vida atrai americanos para o exterior (ilustrativa/banco de imagens)
Pela primeira vez em aproximadamente 90 anos, um período que remonta à Grande Depressão, os Estados Unidos registraram mais pessoas deixando o país do que se mudando para ele.
Em 2025, os EUA experimentaram uma migração líquida negativa de cerca de 150 mil pessoas, de acordo com a Brookings Institution, um influente think tank de Washington, D.C. A instituição projeta que um número ainda maior de americanos deixará o país em 2026.
O êxodo de cidadãos americanos
Embora a administração Trump tenha priorizado a imigração e deportações em massa, há também um êxodo impulsionado por cidadãos americanos que buscam uma vida melhor no exterior.
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Uma análise do WSJ, baseada em dados de apenas 15 países, revelou que pelo menos 180 mil cidadãos americanos se mudaram para o exterior no ano passado, um número que é quase certamente maior globalmente.
Fatores econômicos e segurança
Teletrabalhadores e aposentados estão descobrindo que seus rendimentos nos EUA rendem mais fora dos 50 estados. O WSJ também aponta a segurança como uma das principais razões pelas quais os americanos estão optando cada vez mais por viver no exterior.
O WSJ relata que o número de americanos vivendo na Espanha, Holanda e República Tcheca praticamente dobrou na última década. Para a Irlanda, o número de cidadãos dos EUA que se mudaram em 2025 foi o dobro do registrado em 2024.
A Alemanha recebeu mais americanos do que o inverso no ano passado, enquanto o número de cidadãos dos EUA vivendo em Portugal aumentou em 500% desde a pandemia de covid-19, incluindo um pico de 36% em 2024.
Em paralelo a essa tendência, os Estados Unidos registraram 2,875 milhões de deportações, incluindo “autodeportações”, em 2025, conforme dados do Departamento de Segurança Interna.
Fonte: Daily News







