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Suzuki tem primeira queda nos lucros de nove meses em 5 anos

| Economia

Os resultados financeiros da Suzuki para os nove meses mostram a primeira queda nos lucros em 5 anos.

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Suzuki

Placa da montadora (NHK)

O lucro operacional da fabricante de automóveis Suzuki, de seu negócio principal, nos nove meses (abril a dezembro passado), foi 10% menor do que no mesmo período do ano fiscal anterior, marcando a primeira queda nos lucros para este período em 5 anos, informou a montadora na quinta-feira (5).

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A empresa registrou vendas de 4,51 trilhões de ienes, um aumento de 5,4% em comparação com o mesmo período do ano fiscal anterior.

O principal fator por trás dessa queda foi a redução do imposto sobre bens e serviços (equivalente ao imposto sobre consumo no Japão) na Índia, principal mercado da Suzuki, onde as vendas tiveram aumento.

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Por outro lado, o lucro operacional de seu negócio principal caiu 10,6%, para 429,1 bilhões de ienes, marcando a primeira queda em 5 anos.

A Suzuki atribuiu isso ao aumento dos preços de matérias-primas como alumínio e cobre na Índia, onde possui bases de produção, e à valorização do iene e da rúpia indiana em relação ao dólar, em determinados períodos.

Além disso, a montadora havia revisado para cima sua previsão de lucros para o final do ano fiscal, incluindo vendas e lucro operacional, devido à redução de custos e outros fatores.

“Continuaremos nos comunicando diariamente com nossos fornecedores para garantir que nossas operações de aquisição de semicondutores não sejam afetadas”, destacou o diretor executivo Ariyoshi Okajima.

Suzuki e as terras raras

No mês passado, o governo chinês anunciou que reforçaria os controles de exportação de itens de dupla utilização para o Japão, aumentando as preocupações das empresas japonesas sobre a aquisição de terras raras.

“Estamos trabalhando com nossos fornecedores para obter peças alternativas, mas reconhecemos que isso levará tempo. Tomaremos medidas, incluindo a diversificação e a otimização de nossa cadeia de suprimentos para evitar a dependência de uma única empresa”, declarou o diretor executivo.

Afirmou que ainda não foi afetada pela escassez de semicondutores, que era um fator de risco potencial.

Além disso, embora o impacto das terras raras ainda não seja evidente, a empresa reconhece que os riscos geopolíticos persistirão e afirma que continuará a diversificar suas fontes de suprimento.

“Também estamos considerando o desenvolvimento de tecnologias para reduzir nossa dependência de terras raras a longo prazo. Responderemos rapidamente para evitar riscos e monitoraremos de perto a situação em constante mudança”, complementou.

Fontes: NHK e NNN

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