Vitória esmagadora e histórica do PLD retrata força de Sanae Takaichi no Japão
| Política
O PLD conseguiu obter um número histórico de representantes na Câmara, algo que não se via desde o fim da guerra. Agora, fica mais fácil aprovar os projetos e emendas.

Primeira-ministra e o painel dos representantes eleitos (NHK)
Pouco antes das 6h de segunda-feira (9), terminou a contagem de votos das eleições para os representantes da Câmara dos Representantes, marcando um dia histórico na política do Japão, com 352 cadeiras da situação (316 do PLD e 36 do JIP) contra 113 da oposição.
O Partido Liberal Democrático (PLD) conquistou muito mais de ⅔ dos assentos, número necessário para aprovação dos projetos de lei e proposição de emendas constitucionais na Câmara dos Representantes.
Esta é a primeira vez desde o fim da II Guerra Mundial que um único partido conquista mais de ⅔ dos assentos, mostrando o poder da primeira-ministra Sanae Takaichi.
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Takaichi havia prometido renunciar caso seu partido não conseguisse a maioria, e alguns consideraram a eleição antecipada uma grande aposta. Com alta popularidade, a primeira-ministra, sem dúvida, impulsionou os votos para os candidatos do seu partido.
O entusiasmo de Takaichi, suas promessas de gastos populistas e sua retórica nacionalista parecem ter energizado os eleitores, além das postagens nas redes sociais, onde ela tem conseguido novos seguidores, especialmente os jovens.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já comemorou uma “grande vitória” para Takaichi, dizendo que “quando o Japão é forte, os EUA são fortes na Ásia“.
PLD: De minoria à maioria absoluta
Antes das eleições antecipadas para a Câmara dos Representantes, a situação (PLD e coalizão com JIP-Partido da Inovação do Japão) era minoria com 232 assentos, enquanto a oposição ocupava 233 cadeiras do total de 465.

Infográfico: NHK
Domingo (8) foi dia das eleições em todo o Japão e o PLD teve vitória esmagadora em todo o Japão, exceto na província de Osaka, marcada pelo JIP, sob a liderança do ex-governador e fundador do partido, Hirofumi Yoshimura, 50 anos, garantindo 18 assentos do total de 19.
O PLD elegeu apenas um para o cargo de representante.
Em Tóquio, todas as 30 cadeiras foram preenchidas por representantes do PLD, assim como em Kanagawa, Shizuoka, Saitama, Gunma, Nagano, Miyagi, Fukushima, Niigata, Toyama, Ishikawa, Fukui, Shiga, Mie e outras (vide mapa).
O novo partido fundado este ano – Aliança da Reforma Centrista ou Chudo em japonês – uma fusão do Partido Democrático Constitucional do Japão e do Komeito, garantiu 49 cadeiras.
O Partido Democrático para o Povo ou New Kokumin, ficou em terceiro, com 28 assentos, enquanto o Sanseito conseguiu 15. Os demais partidos ficaram com minoria: 11 para Mirai, 4 sem definição, e 1 de cada para Reiwa e Genzei Nippon/Yuukoku Rengen.

Infográfico: NHK
Apenas 3 meses de gabinete e o resultado nas urnas
No programa de resultados eleitorais da NHK, pouco antes das 23h de domingo (8), a primeira-ministra Sanae Takaichi comentou sobre sua relação com o JIP, dizendo: “Sempre pedi ao Partido da Inovação que compartilhasse minhas responsabilidades no Gabinete. Esse sentimento não mudou.
” Ela então comentou sobre as mudanças na equipe do governo, dizendo: “Acredito que o atual gabinete é uma boa equipe. Faz pouco mais de três meses que o governo foi formado, mas todos estão trabalhando duro e produzindo resultados, então não estou considerando mudanças.
A única exceção seria se houvesse alguma conversa sobre enviar um membro do JIP para o Gabinete, e isso seria algo que eu consideraria”.
Após os resultados das eleições para a Câmara dos Representantes, um dos principais focos da política econômica e fiscal do governo será o andamento das discussões sobre a redução do imposto sobre o consumo.
Impostos: promessas de campanha do PLD
Uma das promessas de campanha do PLD foi acelerar a discussão sobre a isenção de imposto sobre os alimentos por dois anos.
Entretanto, pode não haver tempo suficiente para deliberação no Parlamento sobre o novo orçamento para o ano fiscal de 2026, dificultando sua aprovação até o final de março.
Nesse caso, o governo terá que elaborar um “orçamento provisório” como medida paliativa para garantir que a vida das pessoas não seja afetada no novo ano fiscal.
Além disso, o projeto de lei tributária inclui disposições para abolir o imposto provisório sobre a arrecadação de óleo diesel e o imposto de desempenho ambiental sobre a compra de automóveis no final do ano fiscal corrente, e o foco será na viabilidade da implementação dessas medidas.
Fonte: NHK







