A Apple atualizou suas duas principais linhas de laptops, o MacBook Air e o MacBook Pro, incorporando processadores mais rápidos e, ao mesmo tempo, elevando os preços para lidar com a escassez de memória que afeta toda a indústria.
Os novos modelos foram lançados pela Apple no dia 3 de março. O MacBook Air recebeu o processador M5, enquanto o MacBook Pro estreou com os chips M5 Pro e M5 Max.
A empresa também renovou sua linha de monitores externos, apresentando dois novos modelos voltados tanto para consumidores quanto para profissionais.
Embora os novos MacBook Air e MacBook Pro mantenham a mesma aparência de seus antecessores, eles trazem melhorias significativas: processadores consideravelmente mais rápidos, configurações de armazenamento aprimoradas e gráficos superiores.
Além disso, contam com suporte para o padrão Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e o chip sem fio N1, desenvolvido internamente pela empresa.
Reajuste de preços em compensação no armazenamento
O novo MacBook Air de 13 polegadas agora custa a partir de US$ 1.099 (anteriormente US$ 999), enquanto o modelo de 15 polegadas começa em US$ 1.299 (antes US$ 1.199). Para suavizar o impacto do aumento, a Apple dobrou o armazenamento base para 512GB pela primeira vez nesta linha.
O preço do MacBook Pro de 14 polegadas com chip M5 Pro foi elevado para US$ 2.199 (antes US$ 1.999), e a versão de 16 polegadas com o mesmo processador subiu para US$ 2.699 (antes US$ 2.499).
Já a versão de 14 polegadas com o chip M5 Max mais potente começa em US$ 3.599 (um aumento de US$ 3.199), e a configuração de 16 polegadas parte de US$ 3.899 (antes US$ 3.499).
O MacBook Pro com chip M5 padrão, lançado em outubro, também teve seu preço ajustado, passando de US$ 1.599 para US$ 1.699. Os preços das outras linhas de computadores da Apple permanecem inalterados.
Impactos da escassez global de componentes
Em todos os modelos de MacBook Pro, a Apple aumentou o armazenamento mínimo para 1TB, com as versões mais avançadas, equipadas com o M5 Max, incluindo 2TB de espaço como padrão.
Além disso, a empresa oferece descontos de centenas de dólares para clientes que adquirem os equipamentos através de sua loja educacional.
Assim como outros fabricantes de hardware, a Apple está enfrentando a alta nos preços dos chips de memória. Este problema decorre, em parte, da priorização dos fornecedores por data centers de inteligência artificial lucrativos ao invés de aplicações para consumidores.
O desequilíbrio não deve ser corrigido tão cedo. A rival Samsung Electronics, por exemplo, também elevou o preço de seus novos Galaxy S26 e S26+.
Os chips de memória são componentes cruciais em smartphones e computadores, essenciais para o gerenciamento de dados. Além de impulsionar os preços, a escassez desses componentes deve reduzir a disponibilidade de dispositivos para os consumidores.
Fonte: ST



