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Brasil exige explicações do TikTok sobre vídeos de violência contra mulheres

O Ministério da Justiça deu cinco dias ao TikTok para detalhar seu sistema de moderação e algoritmo, após a circulação de conteúdo ofensivo com frases como 'treino caso ela diga não'.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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TikTok tem 5 dias para explicar vídeos de agressão
TikTok tem 5 dias para explicar vídeos de agressão (banco de imagens)

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça, exigiu na terça-feira (10) explicações do TikTok sobre as medidas adotadas para detectar e remover conteúdo misógino. A demanda surge após vídeos que simulavam agressões contra mulheres viralizarem na plataforma.

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Os vídeos, que tiveram ampla circulação próximo ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, mostravam homens agredindo e esfaqueando brutalmente manequins que representavam figuras femininas.

As simulações eram apresentadas como “respostas” a rejeições românticas e incluíam frases como “treino caso ela diga não”.

O Ministério da Justiça enviou uma notificação oficial ao TikTok, concedendo à plataforma de mídia social um prazo de cinco dias para detalhar o funcionamento de seu sistema de moderação e de seu algoritmo de recomendação.

Além disso, o ministério questionou se as contas que compartilharam as publicações ofensivas receberam algum tipo de compensação financeira.

Responsabilidade das plataformas e investigação policial

Em comunicado a uma agência de notícias internacional, o TikTok afirmou que as publicações questionáveis foram removidas da plataforma e que sua equipe está trabalhando para identificar outras infrações.

No entanto, o ministério ressaltou que as obrigações da plataforma vão além da simples remoção de conteúdo.

A pasta citou uma recente decisão da Suprema Corte brasileira que estabelece que as redes sociais podem ser responsabilizadas civilmente quando hospedam conteúdo que constitui crimes contra mulheres.

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Essa decisão reforça a necessidade de as plataformas agirem proativamente na prevenção e combate a esse tipo de material.

A polícia está investigando pelo menos quatro contas responsáveis pelo conteúdo, que ganhou destaque sob a hashtag “caso ela diga não”.

O contexto dessa cobrança é alarmante: o Brasil registrou 1.518 assassinatos de mulheres em 2025, o maior número na década desde que o feminicídio foi tipificado como crime, conforme dados oficiais.

Este cenário sublinha a urgência de ações eficazes contra a disseminação de conteúdo que incita ou normaliza a violência de gênero.

Fonte: ST

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