O Japão relatou 100 casos de sarampo desde janeiro, superando em muito os 22 registrados no mesmo período do ano passado, informou um órgão nacional de pesquisa em saúde na terça-feira (17), após instituições médicas em todo o país confirmarem 17 pacientes entre os dias 2 e 8 de março.
Tóquio registrou o maior número de casos desde janeiro, com 19, seguida pela província de Aichi com 18, e pelas províncias de Kanagawa e Niigata com 10 cada, informou o Instituto de Segurança em Saúde do Japão.
Pessoas infectadas com o vírus do sarampo, que é altamente contagioso e transmitido pelo ar, podem apresentar febre, tosse, coriza e manchas na pele cerca de 10 dias após a exposição, com alguns casos levando a complicações graves, como encefalite.
Para prevenir a infecção, a vacina contra o sarampo e a rubéola é administrada em duas doses. No Japão, as crianças recebem a primeira dose com 1 ano de idade e a segunda no ano anterior ao ingresso na escola primária.
Alerta em Tóquio: sarampo se espalha rapidamente, 9 casos em restaurante
A capital japonesa, Tóquio, registrou um aumento preocupante nos casos de sarampo.
Desde janeiro, o número acumulado de infecções atingiu 34, igualando o total de casos de todo o ano passado, conforme anunciado pelo governo metropolitano na terça-feira (17).
As autoridades de saúde identificaram um surto entre funcionários de um restaurante localizado em Shinjuku. Segundo o governo, nove homens, todos na faixa dos 20 anos e empregados do mesmo estabelecimento, contraíram sarampo a partir do dia 6 de março.
Os funcionários afetados apresentaram sintomas como febre e erupções cutâneas, e um deles está atualmente hospitalizado.
Nenhum desses indivíduos havia viajado para o exterior recentemente.
O histórico de vacinação de sete deles é desconhecido, enquanto dois haviam recebido as duas doses recomendadas da vacina. O centro de saúde pública responsável está ativamente identificando os contatos desses pacientes e monitorando a saúde dos envolvidos.
Alerta e prevenção contra o sarampo
Um porta-voz do governo metropolitano expressou preocupação com a situação. “No ano passado, a maioria dos casos envolvia pessoas com histórico de viagens internacionais. Mas este ano, o número de casos continua a aumentar rapidamente, inclusive entre aqueles sem tal histórico”, afirmou.
Diante da rápida disseminação da infecção, o governo metropolitano está urgentemente pedindo aos residentes que se vacinem ou realizem testes de anticorpos. Estima-se que a vacina seja eficaz em conferir imunidade em cerca de 95% das pessoas.
Fontes: JN, MN



