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Chileno já condenado responde ao 3º julgamento na França, acusado de assassinato da japonesa

A estudante japonesa vivia na França e o chileno, ex-namorado, foi até lá para vê-la. Ela desapareceu e ele responde pela 3ª vez no tribunal, depois de ter sido condenado a 28 anos.

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Redação

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Foto de quando os dois namoravam
Foto de quando os dois namoravam (Diário AS)

O chileno Nicolás Zepeda (35), condenado a 28 anos pelo crime de assassinato da japonesa Narumi Kurosaki (21), que estudava na cidade de Besançon, na França, e desapareceu em dezembro de 2016, está respondendo ao terceiro julgamento que começou na terça-feira (17), em Lyon. 

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O corpo da vítima ainda não foi encontrado, mesmo depois de buscas intensas nos locais onde poderia ter estado ou ter sido transportada.

A mãe e duas irmãs de Narumi estão acompanhando o terceiro julgamento. No terceiro dia no tribunal, na quinta-feira (19), o chileno admitiu ter viajado para a cidade com a intenção de se encontrar com a ex-namorada Narumi Kurosaki.

Os dois se conheceram e tiveram um relacionamento quando Zepeda estudava no Japão. Eles romperam e cada um seguiu sua vida: ele no Chile e ela decidiu estudar na França.

Durante seu depoimento, o juiz o confrontou sobre discrepâncias com o que havia declarado no primeiro julgamento.

Foi marcado por uma série de perguntas do tribunal a respeito de sua viagem para a França (chegou em 1º de dezembro de 2016), seus deslocamentos, compras e decisões tomadas nos dias que se seguiram ao desaparecimento da jovem japonesa.

Teria sido o ex-namorado chileno a esconder o corpo?

O magistrado apontou que Zepeda retornou à mesma região em 6 de dezembro, após ter estado lá em 2 de dezembro. De acordo com os autos do processo, o juiz relacionou esse retorno à hipótese de um possível ocultamento do corpo de Narumi.

Ele explicou que, em 2 de dezembro, estava cansado e, portanto, decidiu dirigir mais devagar em estradas locais para descansar e continuar sua viagem.

Também foi questionado sobre as compras de detergente, galão para combustível, fósforo e corda. Para cada um desses itens, deu uma explicação.

O juiz perguntou ao réu chileno por que dormiu no Hotel de la Table de Gustave, em Ornans, a cerca de 50 quilômetros de Besançon, o mesmo local onde havia jantado com Narumi no dia 4.

Quando questionado sobre o motivo de ter escolhido um hotel tão distante, respondeu que foi “a primeira coisa que encontrei no Booking”.

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Vim para a França para encontrar Narumi, para encontrar respostas após o nosso término. Tudo ainda estava na minha cabeça; eu precisava dessas respostas”, disse Zepeda, sobre o motivo de ter se deslocado de seu país até a França.

Chileno continua afirmando que a amava e é inocente

O chileno afirmou que amava Narumi e só soube que estava sendo procurada quando já estava em seu país.

“Refuto com todas as minhas forças as acusações contra mim (…) Eu não matei Narumi”, declarou Zepeda.

“São acusações horríveis feitas contra mim, que se somam ao desaparecimento de Narumi. Tem sido um verdadeiro pesadelo; levo Narumi em meus pensamentos. Penso na enorme dor de sua família”, disse Zepeda em francês.

Segundo a CNN, a defesa do chileno apresentará três novas testemunhas, incluindo uma pessoa que afirma ter visto Narumi Kurosaki após seu desaparecimento em 5 de dezembro de 2016, o que significaria que Zepeda não foi a última pessoa a vê-la viva.

O veredicto é esperado para 19 ou 20 de dezembro, mas o julgamento já foi adiado porque alguns dos jurados selecionados por sorteio não compareceram.

Fontes: La Cuarta e CNN

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