O Ministério da Saúde do Japão ordenou a suspensão temporária dos serviços de medicina regenerativa de uma clínica em Tóquio, após a morte de uma paciente que recebeu o tratamento.
Segundo o ministério, uma estrangeira, na faixa dos 60 anos, buscou a terapia regenerativa para dores no corpo na Ginza Clinic, localizada em Chuo, na terça-feira (10).
Após o procedimento, sua condição de saúde se deteriorou rapidamente, e ela foi confirmada morta após ser transferida para outro hospital.
Medidas de emergência e suspensaõ das atividades
A paciente realizou o tratamento e o pagou por conta própria. Conforme relatos, ela recebeu uma injeção de células-tronco cultivadas, derivadas de sua própria gordura corporal.
Em resposta ao incidente, o ministério emitiu uma ordem de emergência na sexta-feira (13), forçando a Ginza Clinic a interromper temporariamente a prática de terapias regenerativas similares.
Além disso, um laboratório na cidade de Quioto (província homônima), responsável pelo processamento das células, também foi instruído a suspender suas atividades de produção por tempo indeterminado.
Investigação e coberturado seguro nacional
Uma instalação em Seul, capital da Coreia do Sul, que participou de parte do processamento celular, foi solicitada a suspender os envios para o Japão.
Representantes da Ginza Clinic se recusaram a comentar o caso, afirmando que estão investigando a causa da morte da paciente. O Ministério da Saúde também anunciou que conduzirá sua própria investigação aprofundada sobre o ocorrido.
No Japão, diversas instituições médicas oferecem terapia regenerativa, mas o Seguro Nacional de Saúde (NHI) cobre apenas procedimentos específicos. O tratamento em questão não estava entre os cobertos.
Histórico de irregularidades
Este não é um incidente isolado. Em agosto do ano passado, outro paciente morreu após receber terapia similar em uma clínica diferente, também em Chuo.
Em fevereiro, outra clínica, em Chiyoda, recebeu uma ordem de melhoria por utilizar um procedimento que era diferente do plano submetido às autoridades. Em ambos os casos, os tratamentos não eram cobertos pelo NHI.
Diante desses acontecimentos, o Ministério da Saúde enviou uma notificação às prefeituras na quinta-feira (12), solicitando que todas as instituições médicas que fornecem medicina regenerativa estabeleçam um sistema de atendimento de emergência adequado para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes.
Fonte: NHK



