A Air New Zealand, companhia aérea nacional da Nova Zelândia, anunciou na quinta-feira (12) o cancelamento de 1.100 voos nos próximos dois meses.
A decisão, que afeta cerca de 44 mil passageiros e representa aproximadamente cinco por cento de suas operações, é uma resposta direta ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços do combustível.
Segundo Nikhil Ravishankar, CEO da Air New Zealand, a maioria dos voos cancelados são rotas domésticas na Nova Zelândia, mas alguns trechos internacionais também serão afetados.
Contudo, voos entre a Nova Zelândia e os Estados Unidos não sofrerão impacto, devido à crescente demanda por rotas alternativas para a Europa.
“Com a volatilidade sem precedentes nos preços do querosene de aviação devido ao conflito no Oriente Médio, companhias aéreas em todo o mundo estão ajustando tarifas e seus horários para ajudar a gerenciar o impacto desses custos significativamente aumentados”, afirmou Ravishankar.
Custos operacionais e o cenário geopolítico
O executivo destacou que o querosene de aviação, que normalmente custava cerca de US$85 o barril, agora está sendo negociado pelo dobro desse valor.
As medidas de cancelamento visam manter os voos o mais acessíveis possível e garantir a eficiência da empresa no consumo de combustível.
Ainda na terça-feira, a Air New Zealand já havia reajustado os preços das passagens em todas as suas rotas, antecipando a escalada dos custos operacionais.
A alta dos preços do petróleo nesta semana, que superou os US$100 por barril, foi impulsionada por ataques iranianos à navegação que efetivamente fecharam o Estreito de Ormuz.
Essa ação iraniana ocorreu em resposta aos ataques dos EUA e Israel que resultaram na morte do Líder Supremo, Ayatollah Ali Khamenei.
Fonte: CNA



