A influente Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, rejeitou na segunda-feira (23) a proposta de cúpula da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi.
A declaração, veiculada pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), condiciona qualquer diálogo futuro ao abandono, por parte do Japão, de “práticas anacrônicas”.
A primeira-ministra Takaichi havia expressado um “fortíssimo desejo” de se encontrar diretamente com o líder norte-coreano. Essa intenção foi manifestada durante suas conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, na semana passada, conforme um relatório de imprensa.
Condições e impasses diplomáticos
Em sua declaração, Kim Yo-jong, que ocupa o cargo de diretora de departamento no partido governista da Coreia do Norte, foi enfática: “Isso não é algo que se concretiza, como desejado ou decidido pelo Japão”.
Ela acrescentou que, se a primeira-ministra japonesa buscar resolver “uma questão unilateral não reconhecida por nós”, a liderança norte-coreana “não terá intenção de encontrá-la ou sentar-se frente a frente com ela”.
Exigência de mudança e postura
Para que um encontro entre os líderes dos dois países ocorra, Kim Yo-jong reiterou que “o Japão deve primeiro romper com suas práticas e hábitos anacrônicos (arcaicos)”.
Ela também afirmou que Pyongyang “não tem nada a discutir cara a cara com uma parte ainda apegada a um pensamento obsoleto e ideias impossíveis”.
Finalizando sua declaração, Kim Yo-jong expressou uma posição pessoal, mas significativa: “Não quero ver a primeira-ministra do Japão vindo a Pyongyang”.
Fonte: Yonhap



