O Japão uniu-se a cinco potências europeias — Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Holanda — em uma declaração conjunta na quinta-feira (19), horário de Londres, para exigir a segurança da navegação das embarcações no Estreito de Ormuz.
O grupo condenou veementemente o bloqueio imposto pelo Irã, além de ataques contra embarcações comerciais e infraestruturas civis de petróleo e gás.
Embora o documento expresse “profunda preocupação com a escalada do conflito”, os países optaram por uma postura diplomática cautelosa, sem mencionar diretamente as ações militares recentes de Estados Unidos ou Israel.
Crise humanitária: 20 mil marinheiros retidos nas embarcações
Enquanto o impasse político continua, a situação humanitária no Golfo Pérsico é crítica. Cerca de 20 mil marinheiros estão retidos na região. Diante disso, uma coalizão formada por Japão, Bahrein, Panamá, Singapura e Emirados Árabes Unidos — com apoio dos EUA — apresentou uma proposta à Organização Marítima Internacional (OMI) para a criação de um corredor marítimo seguro.
Impacto em números
- 7 mortes: O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, confirmou que pelo menos sete marinheiros já perderam a vida desde o início das hostilidades.
- 3,2 mil navios parados: milhares de embarcações estão ancoradas a oeste do Estreito, temendo ataques iranianos após ameaças de Teerã contra quem tentar deixar o Golfo.
- Exaustão: tripulações enfrentam estresse extremo, falta de descanso e dificuldades no acesso a suprimentos básicos.
Organizações marítimas internacionais agora pedem socorro imediato para garantir a troca de tripulações e a segurança física e psicológica desses trabalhadores.
Fontes: Mainichi, Marine Insight, Ship & Bunker, News 24 e Sky News



