As tensões geopolíticas no Oriente Médio se intensificam, gerando temores de interrupções nas rotas de transporte de petróleo e nas instalações de produção.
Essa situação está aprofundando as preocupações com uma prolongada escassez de petróleo bruto, cujos efeitos já são sentidos no Japão.
Empresas que dependem de combustível, especialmente óleo pesado para uso industrial e comercial, começam a enfrentar dificuldades de aquisição, forçando algumas a suspender temporariamente suas operações.
O drama das águas termais
Um exemplo notável é o Konda Yakushi Onsen, uma instalação de águas termais em Tamba-Sasayama (Hyogo). Um aviso foi afixado no local, anunciando seu fechamento temporário a partir do dia 28 de março.
A decisão drástica foi tomada devido à impossibilidade de adquirir óleo pesado, combustível essencial para suas caldeiras.
Sugio Yoshihiro, presidente do Konda Yakushi Onsen, expressou a gravidade da situação. “Mesmo que o preço do óleo pesado suba um pouco, conseguimos nos virar. É difícil, mas o pior é não ter nenhum. Não há nada que possamos fazer sem ele”, desabafou Sugio.
Ele foi informado por seu fornecedor, três dias antes do anúncio, que as entregas de óleo pesado não seriam mais possíveis. Ele chegou a implorar por telefone: “Eu disse a eles: ‘Tragam o que tiverem”.
Incerteza e reação dos consumidores
Sem uma perspectiva clara de garantir o combustível necessário, a instalação luta para lidar com a crise.
Yoshihiro calculou que as operações podem continuar apenas até o dia 27 de março, adicionando que a incerteza sobre quando as condições de fornecimento retornarão ao normal é uma grande preocupação para o futuro do negócio.
Visitantes do onsen expressaram surpresa e choque com a notícia. “Eu não tinha ideia”, disse um deles, enquanto outro comentou: “Não percebi que isso afetaria até mesmo as instalações de águas termais”.
Um terceiro acrescentou: “É chocante que não apenas a gasolina, mas até mesmo instalações de lazer estejam sendo impactadas por essa crise global”.
Fonte: NOJ, JN



