O governo japonês está considerando a introdução de drones de ataque fabricados na Ucrânia para fortalecer suas capacidades de defesa.
A decisão se baseia na vasta experiência de combate do país do leste europeu contra a agressão militar russa, conforme fontes familiarizadas com o assunto revelaram no sábado (14).
Para facilitar essa movimentação, uma das opções em estudo é a assinatura de um acordo bilateral de transferência de armas, que visa garantir segredos.
O interesse mútuo e o cenário internacional
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, demonstrou grande interesse em trocar a tecnologia de defesa de seu país por armas fornecidas pelo Japão, que atualmente restringe a transferência de armamentos sob sua Constituição que renuncia à guerra.
A ideia surgiu após a Ucrânia sondar o Japão sobre essa possibilidade, segundo uma fonte diplomática.
Embora a compra de drones de Israel também fosse uma opção, o governo japonês aparentemente acredita que a aquisição de veículos aéreos não tripulados da Ucrânia seria menos controversa. Essa percepção surge em meio à ampla crítica internacional às ações militares israelenses na Faixa de Gaza.
Eficácia em campo e investimento em defesa
Os drones ucranianos são reconhecidos por suas capacidades de longo alcance e resistência a interferências.
Uma fonte do Ministério da Defesa do Japão destacou que, “enquanto o Japão tem pouca experiência em drones, a Ucrânia aprimorou repetidamente os seus em um curto período, com base na experiência real em campo de batalha, tornando-os altamente capazes”.
No projeto de orçamento para o ano fiscal de 2026, com início em abril, o Ministério da Defesa destinou 277,3 bilhões de ienes para o reforço da defesa por meio de ativos não tripulados.
Isso inclui o estabelecimento do programa “Synchronized, Hybrid, Integrated and Enhanced Littoral Defense”, ou SHIELD, que visa repelir ataques inimigos em ilhas remotas. O plano prevê a aquisição de um grande número de drones, tanto para ataque quanto para vigilância.
Fonte: JT



