Especialistas estão alertando para um possível retorno do padrão climático El Niño ainda em 2026, o que poderia levar as temperaturas globais a níveis recordes e intensificar eventos climáticos extremos.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, há uma chance de 50% a 60% de o El Niño se desenvolver entre julho e setembro de 2026.
Este fenômeno, conhecido por suas vastas influências climáticas, tipicamente provoca monções mais secas em regiões da Ásia, África e América do Sul, enquanto desencadeia chuvas intensas e inundações no sul dos EUA, Peru e partes da África Oriental.
Embora as mudanças climáticas causadas pela atividade humana permaneçam o principal motor do aquecimento global, o El Niño tem o potencial de adicionar um extra de 0.1 a 0.2°C à temperatura média global.
Historicamente, os anos de El Niño frequentemente se tornam os mais quentes já registrados.
Adaptação às Novas Realidades Climáticas
Diante do aquecimento global consistente, a NOAA atualizou seu método de indexação. Agora, em vez de comparar as temperaturas do Pacífico com médias estáticas de 30 anos, os cientistas comparam as temperaturas do Pacífico com o restante dos trópicos da Terra.
O objetivo é fornecer previsões mais precisas em um mundo que está aquecendo rapidamente.
A cientista climática Jennifer Francis ressalta a urgência da situação: “O normal ficou para trás há décadas”.
Ela adverte que a combinação do calor já existente no sistema climático com um novo El Niño provavelmente resultará em um novo recorde de temperatura global, destacando a necessidade de atenção contínua e adaptação às condições climáticas em constante mudança.
Fonte: Euronews



