O fim de semana marcou uma ruptura definitiva nas avaliações de inteligência ocidentais. Pela primeira vez, o Irã demonstrou possuir tecnologia de mísseis intercontinentais capaz de projetar força muito além das fronteiras do Oriente Médio, atingindo alvos estratégicos no Oceano Índico e penetrando defesas em solo israelense.
O percurso de 3,8 mil km dos mísseis: Diego Garcia sob mira
O evento mais alarmante para a estratégia global foi o disparo de dois mísseis balísticos contra a base militar conjunta EUA-Reino Unido em Diego Garcia, no arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, na sexta-feira (21).
- Alcance inesperado: a trajetória percorrida pelos projéteis foi de aproximadamente 3,8 mil km a partir do território iraniano. Até então, não se imaginava que Teerã detivesse mísseis convencionais com tamanha precisão e potência para cobrir essa distância.
- Novas fronteiras de risco: com a confirmação deste alcance, o exército israelense alerta que o Irã agora possui capacidade técnica para atingir Berlim, Paris e Londres.
- O dilema britânico: o secretário Steve Reed (Reino Unido) confirmou o ataque, mas tentou conter o alarme, afirmando que “não há avaliação específica” de que o Reino Unido seja um alvo direto, apesar de se recusar a detalhar o quão próximo os mísseis chegaram da base.
7 impactos em Dimona: o cerco ao núcleo nuclear
Enquanto o mundo voltava os olhos para o Índico, o sul de Israel enfrentava uma chuva de fogo. A região de Dimona, estratégica por abrigar o Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, sofreu 7 impactos diretos desde a meia-noite de sexta-feira (21).
- Vítimas e trauma: o balanço inicial aponta 47 feridos apenas em Dimona. O hospital local recebeu 31 pessoas com ferimentos físicos e outras 23 em estado de choque severo devido à intensidade das explosões.
- Falha na intercepção: pela primeira vez, mísseis iranianos conseguiram atravessar as camadas de defesa aérea na área de exclusão nuclear, causando destruição em prédios residenciais nas cidades vizinhas de Arad e Dimona.
Consequências imediatas: fechamento do céu
A retaliação iraniana — resposta direta aos ataques sofridos em Natanz e às operações conjuntas de 28 de fevereiro — paralisou a logística israelense:
- Espaço aéreo: autoridades de aviação civil recomendaram o fechamento imediato de todo o espaço aéreo de Israel.
- Ben Gurion em alerta: Há uma pressão técnica para que o Aeroporto Ben Gurion interrompa todas as operações comerciais antes da Páscoa judaica (abril), priorizando apenas voos militares e de emergência.
Fontes: Anadolu Agency e BBC



