Com a chegada da primavera de 2026 ao Japão, novos dados revelam o impressionante impacto econômico da febre do feno, conhecida como “kafunsho”, que agora afeta um em cada dois habitantes do país.
Um estudo recente da Panasonic Corp. estima que a economia japonesa sofre uma perda de aproximadamente 245 bilhões de ienes (US$ 1,6 bilhão) por dia durante o pico da temporada de pólen. Este prejuízo é impulsionado principalmente pela redução da produtividade no ambiente de trabalho.
Pesquisas com mais de 6,6 mil trabalhadores indicam que quase 90% dos alérgicos relatam que os sintomas afetam negativamente seu desempenho profissional. Em média, os funcionários afetados sentem que sua produtividade é comprometida por cerca de 3,2 horas diárias.
Resposta corporativa e medidas de apoio
Com a previsão neste ano de que os níveis de pólen serão mais altos do que a média, a situação agrava o que já é considerado uma ‘doença nacional’.
Reconhecendo que a queda no desempenho dos funcionários representa uma crise empresarial “prejudicial”, algumas companhias estão tomando medidas diretas. A Cook Deli, um serviço de entrega de refeições com sede em Osaka, por exemplo, implementou um “Auxílio Febre do Feno”.
Através deste programa, os funcionários recebem até 4 mil ienes (US$ 26) anualmente para tratamentos médicos, além de lenços de alta umidade e máscaras gratuitas. Este ano, a empresa expandiu ainda mais o benefício para cobrir tratamentos a laser, testes de alergia e imunoterapia.
O objetivo dessas empresas é apoiar o bem-estar de seus colaboradores, garantindo que suas equipes possam operar com 100% de capacidade, apesar da intensa presença de pólen sazonal.
Fonte: MN



