Um funcionário público da Província de Gunma recebeu uma suspensão de três meses por ter feito um cruzeiro de volta ao mundo de 109 dias, sabendo que não teria dias de férias suficientes.
A suspensão do servidor do Departamento de Desenvolvimento Territorial da Província de Gunma, de 63 anos, foi determinada na terça-feira (10), segundo informações do governo no dia seguinte.
Funcionário público desfrutou do cruzeiro
O servidor fez um cruzeiro de pouco mais de 3 meses, de volta ao mundo, desde 19 de agosto do ano passado e visitou mais de 10 países do Sudeste Asiático, Europa e Américas.
Ele teria apresentado um plano de viagem ao seu chefe em abril do ano passado, quando foi advertido repetidamente que “ausências por motivos pessoais não são permitidas”.
Apesar de ter sido aconselhado de que “se ainda quisesse ir, deveria pedir demissão primeiro”, o funcionário público decidiu viajar sem pedir demissão, incorrendo em inassiduidade.
Inassiduidade sem culpa
“Utilizou 40 dias de férias remuneradas anuais, mais quatro dias de folga especial de verão, totalizando 44 dias de férias. Deveria ter trabalhado 58 dias, mas faltou”, disse o diretor da Divisão de Pessoal.
A conta é simples: nesse período, excluindo férias remuneradas e outros dias de uma semana de trabalho de quatro dias, o funcionário público teria faltado ao trabalho 14 dias úteis.
“É verdade que me ausentei do trabalho e viajei. Estou preparado para enfrentar as medidas disciplinares cabíveis por isso. É um fato e não pretendo contestá-lo”, teria declarado o servidor.
Sem renovação de contrato
O funcionário público se aposentou aos 60 anos e foi recontratado, sendo que poderia trabalhar até os 65 anos. No entanto, em virtude dessa ocorrência, o governo da província decidiu não renovar seu contrato de trabalho a partir do próximo ano fiscal (1º de abril).
Fontes: JNN e Mainichi 


