Em meio à tensão no Oriente Médio, que está causando uma crise energética global, em Hong Kong, onde o preço da gasolina é considerado um dos mais caros do mundo, a situação piorou: subiu para o equivalente a cerca de 650 ienes o litro, impactando severamente o cotidiano.
Diferente do Japão, por lá não há subsídio governamental.
Em Hong Kong, o imposto sobre a gasolina é de aproximadamente 120 ienes por litro é uma forma de desencorajar o uso de carros. Para piorar a situação, o preço médio chegou a 31,79 dólares de Hong Kong (¥650).
Impacto dos preços da gasolina
Um homem na casa dos 40 anos, motorista de veículo comercial, disse: “Não consigo trabalhar sem meu carro, então isso é realmente difícil. Eu costumava dirigir todos os dias, mas agora reduzi para cerca de quatro dias por semana“.
Outro homem de 80 anos que foi abastecer seu carro particular disse: “O governo deveria fornecer apoio, mesmo que apenas temporariamente. Os cidadãos não aguentam mais esse fardo“.
Contrabando da China continental
Os preços dos combustíveis na China continental são cerca de um terço dos praticados em Hong Kong. Segundo a mídia de Hong Kong, motoristas autorizados a entrar no continente estão abastecendo cada vez mais em Shenzhen, província de Guangdong, que faz fronteira.
Além disso, há relatos de um aumento nas atividades ilegais envolvendo o contrabando de gasolina da China continental e sua venda em veículos, o que levou as autoridades a intensificarem as operações de fiscalização.
Austrália e preocupações com o impacto na logística
A Austrália, com uma área territorial mais de 20 vezes maior que a do Japão, possui muitas regiões sem ferrovias desenvolvidas e depende fortemente de caminhões para o transporte de longa distância de mercadorias.
O aumento nos preços dos combustíveis devido à situação no Irã está gerando preocupações sobre o impacto na logística.
Diesel: ¥330 o litro
Em Nova Gales do Sul, onde fica Sydney, o preço do diesel aumentou, chegando a aproximadamente 3 dólares australianos por litro (cerca de 330 ienes), desde sexta-feira (27).
Um motorista de caminhão há cerca de 40 anos transporta fertilizantes e outras mercadorias em um bitrem de 25 metros de comprimento.
Está cobrando de seus clientes o aumento dos preços do combustível, mas diz não saber por quanto tempo eles continuarão pagando. Ele acrescentou: “Os preços do combustível estão subindo a cada dia e, se chegarem a 4 dólares [australianos], ninguém mais vai usar meu veículo”.
Escassez de produtos
Simon O’Hara, presidente de uma associação do setor de transporte rodoviário, também expressou preocupação de que, se essa situação continuar, embarcadores e transportadoras terão que priorizar quais mercadorias transportar, o que pode levar à escassez de alguns produtos nas lojas e interromper a logística.
Fonte: NHK



