Para quem depende do carro ou de outro tipo de veículo para trabalhar, prepare o bolso, pois o preço do litro da gasolina a partir de quinta-feira (12) deverá subir de 24 a 30 ienes. O aumento de preço superior a 20 ienes é absolutamente incomum no Japão.
A ENEOS, maior refinaria de petróleo do Japão, notificou seus postos de gasolina afiliados na quarta-feira (11) que aumentará os preços de atacado em 26 ienes por litro para o período de 12 a 18 deste mês. Isso reflete o aumento nos preços do petróleo bruto devido à ofensiva dos Estados Unidos e Israel no Irã.
Outras refinarias farão o mesmo, por isso, os postos de combustíveis são obrigados a ajustar os preços. Assim, nas províncias onde a média é de ¥162 ou acima, como Hokkaido, Fukushima, Tochigi, Tóquio, Nagano, Gifu, Toyama, Fukui, Shimane e outras, o litro de gasolina na bomba se aproxima dos 200 ienes.
Já em Ibaraki, Saitama ou Aichi, cujos preços médios ficam entre ¥155 e ¥158, o preço fica mais ameno, mas ainda assim, elevado.
Subsídio do governo à gasolina e outros combustíveis
Na quarta-feira (11), o ministro da Economia, Comércio e Indústria anunciou que retomará o subsídio para conter os preços dos combustíveis a partir do dia 19. O subsídio será pago às refinarias de petróleo.
Aquecedores domésticos, agricultura, logística e indústrias afetadas
Com as medidas anunciadas pela primeira-ministra do Japão, de estabelecer um teto máximo de 170 ienes o litro da gasolina, vai continuar pesando no bolso do consumidor, mas nem tanto quanto o valor próximo a 200 ienes.
Com temperaturas ainda muito baixas, em muitas províncias, a população depende do querosene para abastecer os aquecedores. Esse é outro fator que pesa no bolso.
Além disso, os agricultores, as empresas de logística, as indústrias e outros setores que dependem dos combustíveis serão afetados. A sociedade precisa se preparar para uma possível alta de preços generalizada.
Fontes: Nikkei, BSN, Fukui Shimbun e NNN 


