Na manhã de terça-feira (17, horário local, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que “eliminou” Ali Ardashir Larijani (67), filósofo, político e chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, em um ataque aéreo.
Na madrugada de quarta-feira (18), no horário de Tóquio, em um comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do país confirmou o assassinato do secretário Ali Ardashir Larijani. Também confirmou a morte do comandante da milícia interna Basij, Gholamreza Soleimani.
“Após uma vida inteira lutando pela elevação do Irã e da Revolução Islâmica, ele finalmente alcançou seu desejo de longa data, atendeu ao chamado da verdade e, com orgulho, atingiu o posto sagrado de mártir na linha de frente do serviço”, diz o comunicado do conselho divulgado pela Mehr.
A notícia veio depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou a morte de Soleimani.
Irã deverá reagir
Larijani era um oficial iraniano de mais alto escalão e o segundo a ser eliminado depois do então líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia do conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
Ele foi uma figura política chave na hierarquia iraniana por anos, tendo liderado, em determinado momento, as negociações nucleares do país com o Ocidente. Anteriormente, também foi presidente do parlamento iraniano.
Após as mortes de mais duas figuras políticas importantes, é preciso acompanhar as reações do Irã frente a esse conflito.
Fontes: NHK, X e Al Jazeera 


