A tensão no Oriente Médio atingiu um ponto de ruptura na terça-feira (10), horário de Washington. O Irã iniciou a instalação de minas navais no Estreito de Ormuz, a via marítima mais importante do mundo para o transporte de energia.
A ação paralisou o tráfego marítimo e provocou uma reação imediata e severa da Casa Branca.
Bloqueio estratégico e reação de Trump
O movimento de Teerã é visto como uma resposta às pressões internacionais recentes. Ao minar as águas do estreito, o Irã efetivamente “trancou” a saída do Golfo Pérsico.
O presidente Donald Trump exigiu a remoção imediata dos artefatos, classificando o ato como um “atentado à liberdade de navegação global” e sinalizando que os Estados Unidos tomarão as medidas necessárias para reabrir a via, dizendo que as consequências militares serão de “magnitude sem precedentes”.
O impacto nos mercados
A notícia interrompeu o clima de alívio que vimos nas bolsas durante a manhã. Com o estreito bloqueado, o fluxo de petróleo bruto para o mercado internacional está ameaçado, o que pode anular a queda nos preços que o G7 tentou coordenar. Analistas militares e econômicos monitoram de perto, temendo que a situação evolua para um confronto direto.
Gargalo logístico no Estreito de Ormuz: o tamanho do impasse
Estima-se que existam hoje entre 150 e 300 cargueiros e petroleiros parados nas proximidades do Estreito de Ormuz. Essas embarcações aguardam ordens de segurança, sem poder avançar ou recuar, transformando a região em um imenso estacionamento naval carregado com milhões de barris de petróleo.
O Estreito de Ormuz, situado entre o Irã e Omã, é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, pois faz circular cerca de 20 milhões de barris de petróleo diários nesse corredor, sem falar no gás natural liquefeito (GNL), principalmente para a Ásia.
É utilizado pelo Irã, Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos para escoar sua produção de energia e está parado desde que começou a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Fontes: NHK, Jerusalem Post, Forbes, CBS News e CNN



