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Irã rejeita plano de Trump e impõe 5 condições para o fim da guerra

Trump ofereceu um plano de 15 pontos para o Irã se desarmar. O Irã responde com 5 condições exigindo que Trump pague os prejuízos da guerra.

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Redação

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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O contra-ataque de Teerã: as 5 condições do Irã que colocam o plano de paz de Trump em xeque.
Imagem ilustrativa das bandeiras dos dois países (PM)

A esperança de uma resolução rápida para o conflito no Oriente Médio sofreu um forte revés na quarta-feira (25), horário de Washington. O governo do Irã rejeitou formalmente a proposta de 15 pontos enviada pelos EUA, classificando-a como “irracional” e “desconectada da realidade”.

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Não é um acordo, é uma lista de desejos 

Através de seus canais oficiais (IRNA e Press TV), Teerã foi enfática: o plano de Trump exige concessões demais sem oferecer garantias reais.

  • A crítica: diplomatas iranianos chamaram a proposta de “maximalista”, afirmando que Trump está tentando obter na mesa de negociações o que não conseguiu através da força militar.
  • A resposta: Teerã declarou que a guerra só terminará nos seus próprios termos e no seu próprio cronograma.

As 5 condições do Irã para a paz

Para interromper os ataques, Teerã exige agora:

  1. Fim total das agressões e dos assassinatos de seus líderes
  2. Garantias concretas de que o conflito não será reiniciado no futuro
  3. Pagamento de indenizações e reparações pelos danos de guerra causados pelos EUA e Israel
  4. Cessar-fogo em todas as frentes, incluindo os grupos aliados ao país em toda a região
  5. Reconhecimento internacional da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz

Escalada: mísseis e drones em resposta

Longe da diplomacia, a realidade no terreno é de intensificação.

  • Ataques no Golfo: Teerã aumentou a frequência de disparos contra Israel e alvos no Golfo que abrigam bases americanas.
  • Mensagem: a mídia estatal iraniana continua exibindo outdoors anti-EUA e mensagens de generais prometendo “respostas esmagadoras” caso Trump cumpra sua ameaça de atacar as usinas de energia.

O “nó” das reparações: por que o Irã exige bilhões?

O pedido de indenizações feito por Teerã é o que os diplomatas chamam de “pilar de resistência”. Teerã não quer apenas o fim das bombas; quer que os EUA e Israel paguem pelos danos causados desde o início da ofensiva em 28 de fevereiro.

O que o Irã quer que seja pago

  • Infraestrutura destruída: reconstrução de bases militares, centros de comando e, principalmente, as instalações de refino de petróleo atingidas.
  • Impacto econômico: compensação pelas perdas bilionárias geradas pela interrupção das exportações de petróleo e pelo congelamento de ativos no exterior.
  • Danos humanos: indenizações pelas mais de 1,3 mil mortes (segundo dados da IRNA) e pelos milhares de feridos nos ataques aéreos.

Por que isso trava o acordo de Trump?

  • O precedente: aceitar pagar reparações seria, para os EUA, o mesmo que admitir “culpa” ou “derrota”. Trump vende a imagem de força; pagar o Irã para parar a guerra soaria como um resgate para sua base eleitoral.
  • O valor: estimativas preliminares sugerem que Teerã pode pedir algo na casa dos centenas de bilhões de dólares, o que exigiria aprovação do Congresso americano — algo improvável no clima atual.

Impacto direto no Japão

Este impasse trava qualquer tentativa de alívio econômico imediato.

Recomendadas para você
  • O iene e o petróleo: o mercado esperava um “sim” do Irã. Com o “não”, o preço do barril de petróleo (Brent) voltou a subir, o que pressiona o valor do iene e mantém o custo de vida no Japão elevado.
  • O prazo de sábado: o “prazo de 5 dias” de Trump termina neste sábado. Se não houver um recuo diplomático até lá, o risco de ataques aéreos reais contra o sistema de energia do Irã aumenta drasticamente.
  • Segurança energética: o plano do Japão de liberar reservas nacionais (que começa na quinta-feira, dia 26) torna-se ainda mais vital, pois a reabertura do Estreito de Ormuz parece cada vez mais distante sob as atuais condições.
Fontes: NHK, Iran Intl, Anadolu Agency, Euronews, Al Jazeera e Washington Post

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