O governo do Japão começará a liberar as reservas de petróleo que as empresas privadas são obrigadas a manter, a partir de segunda-feira (16).
Com uma redução significativa na chegada de petroleiros ao Japão prevista para esta semana, o governo pretende garantir um fornecimento estável, antecipando a liberação das reservas.
Assim, a partir de quinta-feira (19), o excedente ao teto de 170 ienes por litro de gasolina, será subsidiado às refinarias, pelo governo, para aliviar o bolso dos consumidores neste período de incertezas.
É uma resposta às crescentes preocupações com o fornecimento estável de petróleo bruto devido ao aumento das tensões no Irã.
Inicialmente, o governo liberará o equivalente a 15 dias dos estoques privados (que as empresas são obrigadas a manter) e, em seguida, liberará uma parte das reservas nacionais.
Quais são as reservas e como funcionam?
O Japão mantém 3 tipos de estoques de petróleo:
- Nacional, do governo
- Empresas privadas, obrigadas a manter o suficiente para 70 dias
- Conjunta dos países produtores de petróleo, mantido por empresas petrolíferas
Esses 3 tipos de reservas são suficientes para 254 dias.
Passados os 15 dias da liberação do estoque das empresas privadas, serão liberados o suficiente para 30 dias das reservas do governo, situadas em 10 locais.
No passado, o governo japonês liberou 3 a 5 dias das reservas (nacionais e privadas):
- 1979 (crise do petróleo)
- 1991 (Guerra do Golfo)
- 2005 (furacão Katrina nos EUA)
- 2011 (Grande Terremoto ao Leste do Japão e conflito na Líbia)
- 2022 (conflito da Rússia na Ucrânia)
Por isso, o plano de liberar inicialmente 15 dias e depois mais 30, somando 45 dias, é considerado atípico.
Bloqueio no Estreito de Ormuz
De acordo com o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI), o bloqueio do Estreito de Ormuz poderá reduzir significativamente o número de petroleiros que chegam ao Japão a partir de 20 de março.
Por isso, o governo espera garantir um fornecimento estável de derivados de petróleo iniciando uma liberação em larga escala antes dessa data.
Com a expectativa de que a situação no Irã se prolongue, há preocupações sobre seu impacto na vida da população.
Fontes: NHK e JNN 


