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Desastres Naturais

Japão relembra 15 anos do grande terremoto e tsunami de 2011

Quinze anos após o Grande Terremoto do Leste do Japão, o país reflete sobre a devastação de 2011, que causou quase 20 mil mortes e um acidente nuclear.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Japão marca 15 anos do desastre de 2011 e foca na reconstrução
Japão marca 15 anos do desastre de 2011 e foca na reconstrução (banco de imagens)

Nesta quarta-feira (11), o Japão marca 15 anos desde o Grande Terremoto do Leste do Japão.

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A data relembra um dos eventos mais devastadores da história recente do país: um terremoto massivo e um tsunami que atingiram o nordeste japonês, seguidos por um dos piores acidentes nucleares do mundo.

Desde então, houve um progresso significativo nos esforços de reconstrução do governo, mas novos desafios continuam a surgir.

Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9 atingiu a costa nordeste do Japão, desencadeando tsunamis que varreram a região, com algumas ondas ultrapassando os dez metros de altura.

A catástrofe resultou na interrupção do fornecimento de energia na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi da Tokyo Electric Power Company (TEPCO), levando a fusões de reatores e à liberação de grandes quantidades de substâncias radioativas.

A polícia informa que 19.711 pessoas morreram, incluindo aquelas que faleceram posteriormente devido a complicações causadas pelo desastre. Além disso, 2.519 pessoas continuam desaparecidas, um lembrete doloroso da escala da tragédia.

Avanços na reconstrução e desafios persistentes

Nos anos seguintes ao desastre, o governo japonês empreendeu amplos esforços de reconstrução, alocando mais de ¥41 trilhões (equivalente a cerca de US$260 bilhões) para esse fim.

Isso incluiu projetos de elevação de terrenos, construção de estradas, portos e aproximadamente 430 Km de muros de contenção marítima. Embora a maioria desses projetos esteja concluída, muitas questões sociais e econômicas permanecem sem solução.

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Um relatório governamental revela que mais de 750 mil residências na região foram danificadas pelo desastre. Atualmente, pessoas de mais de 26 mil famílias nas províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima ainda vivem em moradias públicas construídas para aqueles que perderam suas casas.

Uma preocupação crescente é que muitos desses moradores vivem sozinhos e estão envelhecendo, enfrentando desafios de saúde mental e isolamento social.

O governo planeja designar os próximos cinco anos fiscais como o “terceiro período de reconstrução e revitalização”, com alocação de recursos para saúde mental e desenvolvimento comunitário.

No entanto, o orçamento previsto é menor do que nos períodos anteriores, levantando preocupações sobre a sustentabilidade a longo prazo desses esforços e a capacidade de atender às necessidades contínuas das comunidades afetadas.

Em todo o Japão, serviços memoriais estão sendo realizados para homenagear as vítimas e para refletir sobre como levar adiante as lições aprendidas com o desastre, garantindo que a memória e a resiliência prevaleçam diante dos desafios futuros.

Fonte: NHK

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