Nesta quarta-feira (11), o Japão marca 15 anos desde o Grande Terremoto do Leste do Japão.
A data relembra um dos eventos mais devastadores da história recente do país: um terremoto massivo e um tsunami que atingiram o nordeste japonês, seguidos por um dos piores acidentes nucleares do mundo.
Desde então, houve um progresso significativo nos esforços de reconstrução do governo, mas novos desafios continuam a surgir.
Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9 atingiu a costa nordeste do Japão, desencadeando tsunamis que varreram a região, com algumas ondas ultrapassando os dez metros de altura.
A catástrofe resultou na interrupção do fornecimento de energia na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi da Tokyo Electric Power Company (TEPCO), levando a fusões de reatores e à liberação de grandes quantidades de substâncias radioativas.
A polícia informa que 19.711 pessoas morreram, incluindo aquelas que faleceram posteriormente devido a complicações causadas pelo desastre. Além disso, 2.519 pessoas continuam desaparecidas, um lembrete doloroso da escala da tragédia.
Avanços na reconstrução e desafios persistentes
Nos anos seguintes ao desastre, o governo japonês empreendeu amplos esforços de reconstrução, alocando mais de ¥41 trilhões (equivalente a cerca de US$260 bilhões) para esse fim.
Isso incluiu projetos de elevação de terrenos, construção de estradas, portos e aproximadamente 430 Km de muros de contenção marítima. Embora a maioria desses projetos esteja concluída, muitas questões sociais e econômicas permanecem sem solução.
Um relatório governamental revela que mais de 750 mil residências na região foram danificadas pelo desastre. Atualmente, pessoas de mais de 26 mil famílias nas províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima ainda vivem em moradias públicas construídas para aqueles que perderam suas casas.
Uma preocupação crescente é que muitos desses moradores vivem sozinhos e estão envelhecendo, enfrentando desafios de saúde mental e isolamento social.
O governo planeja designar os próximos cinco anos fiscais como o “terceiro período de reconstrução e revitalização”, com alocação de recursos para saúde mental e desenvolvimento comunitário.
No entanto, o orçamento previsto é menor do que nos períodos anteriores, levantando preocupações sobre a sustentabilidade a longo prazo desses esforços e a capacidade de atender às necessidades contínuas das comunidades afetadas.
Em todo o Japão, serviços memoriais estão sendo realizados para homenagear as vítimas e para refletir sobre como levar adiante as lições aprendidas com o desastre, garantindo que a memória e a resiliência prevaleçam diante dos desafios futuros.
Fonte: NHK



